Semana Santa e Páscoa- Tempo forte para os católicos


Semana Santa

Depois de quarenta dias de caminhada quaresmal, chegamos a Semana Santa. Durante esses dias fazemos memória à paixão, morte e ressureição de Jesus, começando com sua entrada triunfal em Jerusalém, cujo momento revivemos no Domingo de Ramos e caminhamos até Páscoa da Ressureição, onde Jesus derrota a morte e nos resgata das situações de pecado em que vivíamos. O silêncio que somos convidados a fazer nesses dias não são de tristeza e dor, mas sim de reflexão, oração, penitência, reconhecimento de nossos pecados, conversão dos nossos corações e também de gratidão a Deus por todo seu amor derramado por cada um de nós através de seu preciosíssimo sangue na Cruz.

O Domingo de Ramos, que abre a Semana Santa, tem esse nome porque o povo cortou ramos de árvores, e folhas de palmeiras para aclamar o Senhor que entra na cidade montado em um jumentinho, o símbolo da humildade. “Hosana ao Filho de Davi: bendito o que vem em nome do Senhor; Hosana nas alturas”, assim aclamava o povo quando Jesus entra em Jerusalém, entretanto, aquela mesma multidão que o homenageou, motivada por seus milagres, é a que depois grita crucifica- O. Jesus que conhece o coração do homem não estava iludido quando fora aclamado.

Os Ramos que levamos na procissão no domingo nos recordam que somos batizados, membros do Corpo de Cristo, participantes da Igreja e que temos obrigação defender a fé católica, sobretudo nesses tempos difíceis onde ela é tão desvalorizada. É costume dos fiéis também levar os ramos abençoados para casa após a Missa, esse gesto representa nossa união com Cristo pela nossa salvação e pela salvação do mundo inteiro, nossa luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

Na Quinta Feira Santa a Igreja celebra a Instituição do Sacerdócio, a Instituição da Eucaristia, revive também a grande lição de humildade e serviço ao próximo que Deus nos dá através do gesto de lavar os pés dos discípulos. Esses momentos são todos revividos na Missa da Ceia do Senhor.

O ponto mais forte da Quinta feira Santa é o momento da Instituição da Eucaristia, o maior de todos os Sacramentos, o Sacramento do amor. Antes de se oferecer na Cruz, Jesus se ofereceu sacramentalmente na última ceia: “Isto é o meu corpo que é dado por vós, Este é o cálice do meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança que será derramado por vós. Fazei Isso em memória de mim”. (Lc 22,19-20), com estas palavras Jesus nos doa então, seu Corpo e seu Sangue como nosso alimento diário. A cada Santa Missa temos a graça de receber seu santo Corpo que nos cura, liberta e fortalece na nossa caminhada de fé e nos mantém firmes em Deus. Ao instituir a Eucaristia Jesus institui também o Sacerdócio. O sacerdote ordenado é aquele que faz às vezes de Cristo, que é o Sacerdote por excelência, cabeça da Igreja. O sacerdócio existe para o bem do Povo de Deus, para a pregação da Palavra, para o governo da Igreja, para a celebração dos sacramentos, especialmente a Eucaristia.

Outro momento marcante da Quinta Feira Santa é o momento do lava pés. Ao lavar os pés dos discípulos Jesus quer demonstrar seu amor por cada um de nós e mostrar a todos que a humildade e o serviço são o centro de sua mensagem. “Eu vim para servir”. Lavar os pés era um trabalho feito por escravos, que lavavam os pés de seus senhores e daqueles que chegavam de viagem. Jesus quebra esse paradigma e mostra-se servidor de todos.

Chegamos então à sexta Feira Santa, sendo esse o único dia do ano que não temos Missa, mas sim uma Celebração que ocorre as 15h. Os momentos vividos nessa celebração formam o Memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor e memorial não é apenas fazer memória, lembrar, é verdadeiramente celebrar junto, atualizar a Salvação que Deus realizou. Tudo é solene e simbólico nessa Celebração, cada palavra, cada silêncio, cada gesto. O Altar está sem vela, sem toalha, sem nem um adorno, a procissão de entrada é silenciosa, não há música nem palavras. Os ministros da Celebração se prostram no chão em frente ao Altar, enquanto a comunidade se ajoelha. É a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados. As vestes sacerdotais são vermelhas, cor do Sangue, do Martírio. Outro momento forte dessa desta Celebração é a Adoração a Santa Cruz que é apresentada Solenemente a comunidade com as palavras “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Ó vinde adoremos”. Em seguida a comunidade se aproxima, calmamente, para fazer sua veneração pessoal.

O Sábado Santo antecede as comemorações do domingo da Ressurreição de Jesus. Durante o dia, a Igreja permanece silenciosa meditando ante o sepulcro vazio e esperando a Ressurreição. Ao anoitecer, a Vigília Pascal inicia com a Liturgia da Luz, que começa com as luzes da igreja apagadas e a reunião dos fiéis. Abençoa-se o fogo, símbolo do esplendor do Ressuscitado. Prepara-se o círio pascal, vela em que o celebrante marca uma cruz e as letras Alfa e Ômega, que representam Cristo, Princípio e Fim de tudo e de todos. A vela prossegue pela igreja e todos acendem velas menores no Círio Pascal, representando a “Luz de Cristo” se espalhando por todos. A escuridão diminui. O “Aleluia” é cantado de forma solene, pois não se entoava desde o início da Quaresma.

E finalmente chegamos ao Domingo de Páscoa, dia da Ressureição do Senhor, dia em que a o Sepulcro foi encontrado vazio, dia que a morte vence a vida, a Salvação vence o pecado. Após todo o caminho de dor até a Cruz a vida triunfa. A ressureição de Cristo, além de ser o marco da nossa fé, vem nos ensinar que antes da vitória é preciso trilhar o caminho da dor, da Cruz. Nossa vida é permeada de momentos difíceis, cada um de nós tem uma Cruz a carregar, um calvário a trilhar, mas não estamos sozinhos, Cristo vai a nossa frente e nos ensina que não termina no Calvário. “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (João 16, 33).

Alzira A. Silvério, G O J Água Viva

JEJUM: Jesus é o Senhor também do corpo


“Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e jejum”.

Jejum

A maioria dos meios de comunicação, o mundo, enfim, promove o hedonismo, a filosofia do prazer pelo prazer. Somos estimulados a uma busca desenfreada pela satisfação do que é agradável ao corpo a qualquer custo. E, assim, muitas vezes tornamo- nos, sem nos dar conta, escravos das sensações e das paixões. A vontade fica presa ao hábito, ao qual não sabe se opor. Isto gera um vazio interior, pois apenas Deus é capaz de preencher e satisfazer plenamente nosso coração. O jejum, acompanhado da oração, é uma forma de mostrarmos que não somos como animais, conduzidos apenas pelo instinto. É uma forma de colaborarmos com a formação de nossa vontade para que Jesus Cristo seja o Senhor não somente de nossas almas mas também de nossos corpos, pois as renúncias as sensações, aos estímulos, aos prazeres e ainda ao alimento ou às bebidas nos abre aos valores mais nobres de nossa alma.

A prática do Jejum é ensinada pela maioria das religiões. A Bíblia fala do jejum tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Jesus o realizou por quarenta dias no deserto, antes de começar Sua Vida pública e muito o recomendou, como podemos conferir em Mt. 17, 20 “Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e jejum”. Os padres da Igreja o praticaram e ensinaram. Santo Ambrósio, por exemplo, disse: “A tua carne está- te sujeita (…): Não sigas as solicitações ilícitas, mas refreia-as algum tanto, mesmo no que diz respeito ás coisas licitas. De fato, quem não se abstém de nenhuma das coisas lícitas, está também perto das ilícitas” (Sermão sobre a utilidade do jejum, III. V. VIII).

No Brasil, a Igreja prescreve o jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa e orienta que ele deve consistir de café da manhã, almoço e jantar leves, ou seja, em quantidade menor que a habitual e sem nenhum lanche, nem mesmo o café, nos intervalos. Mas, quem desejar, pode fazer um jejum mais rigoroso. O Catecismo da Igreja católica nos ensina no parágrafo 1434: “A penitência interior do cristão pode ter expressões bem variadas. A escritura e os padres insistem principalmente em três formas: o jejum, a oração e a esmola, que exprimem a conversão com relação a si mesmo, a Deus e aos outros”. O catecismo, no parágrafo 1438 diz ainda: “Os tempos e os dias de penitência ao longo do ano litúrgico (o tempo da quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja”.

A Bíblia nos adverte que o jejum deve ser acompanhado de mudança de vida, de conversão, de arrependimento dos pecados e volta para Deus. , como podemos conferir em Is 58, 6- 7 que diz: “sabeis qual é o jejum que aprecio? – diz o Senhor Deus: é romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres e oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se do seu semelhante”. Concluímos, então, com um trecho da nota divulgada pelo Escritório das Celebrações Litúrgicas da Santa Sé, em 2001, depois do ataque às torres gêmeas, quando João Paulo II convidou os lideres religiosos de todo o mundo a irem juntos a Assis em 2002: “A prática do jejum facilita a abertura das pessoas a outro alimento: a Palavra de Deus e o cumprimento da vontade do Pai; Está estreitamente relacionada à oração, fortalece as virtudes, suscita a misericórdia, implora o socorro divino, conduz a conversão do coração”.

 Josefa Martins da Rocha, Consagrada da Com. Shalom, (Revista Toca de Assis- março de 2014)

Retiro para as famílias


Nunca fez tão urgente e necessário rezar por nossas famílias como nesse momento em que estamos atravessando!

Venha com sua família e se não conseguir traze-los venha só você e reze por sua família e por todas as famílias de nosso país, e pela família que um dia você irá constituir, se essa for sua vocação!

 Deus vai honrar sua fidelidade!!!

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Ano novo, vida nova…


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Então começou mais uma ano e todo o começo de ano é a mesma coisa, a gente faz projetos, renova os sonhos, reavalia o que passou e faz um monte de promessas, tipo, começar academia, economizar, rezar mais e melhor, ter mais tempo para a família, entre tantas outras coisas e é sempre bom renovarmos nossas esperança, mas o frustrante nisso tudo é que, as vezes, não chegou nem na metade do ano e a gente já esqueceu tudo aquilo que se comprometeu a fazer e ai nos decepcionamos conosco mesmo, desistimos de tudo e ficamos esperando até a virada do próximo ano, e nunca mudamos nossos velhos hábitos que nos impedem de sermos pessoas melhor e de crescermos. Mas e ai o que fazer?

Primeira coisa que precisamos entender é que a passagem de um ano para outro não é algo mágico, que vai resolver todos os nossos problemas, o ano não vai ser melhor se nós não formos, então embora o começo de um novo ano possa ser um momento propicio para novos ideais, não podemos ficar presos a uma data no calendário, podemos nos dispor a mudar o rumo da nossa vida sempre que julgarmos necessário, sem esperar um novo ano. Podemos e devemos acordar, todos os dias, vivendo uma vida nova, como se fosse as primeiras horas do ano novo, com toda aquela alegria e vibração que geralmente comemoramos no reveillion  e se percebemos que algo precisa de mudança na nossa vida, ainda que trinta de dezembro, podemos mudar, sem esperar chegar dia primeiro de janeiro.

Talvez você possa estar perguntando: mas como fazer isso? Onde vou encontrar forças, no meio do cansaço e da correria, para sempre recomeçar? “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap. 21, 6), assim vem nos dizer o Senhor, só Nele e com Ele podemos fazer tudo novo, se não tivermos Deus, se não confiarmos nas mãos Dele a nossa história, de nada vale nem um de nossos projetos. “Cabe ao homem formular projetos em seu coração, mas do Senhor vem a resposta da língua.” (Prov. 16, 1)

Então deixemos de lado todas as superstições e simpatias que conhecemos para ser feliz e ter uma vida próspera e entreguemos a nossa vida, o nosso ano, cada dia dele nas mãos de Deus, que tudo renova. Vamos preparar a terra de nosso coração para receber a boa semente que o Semeador tem para semear em nossa vida. Sempre é tempo de recomeçar

Alzira A. Silvério, GOJ Água Viva- RCC

Não aguento mais sofrer…


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O sofrimento faz parte da vida de toda pessoa, independente se ela é cristã ou não. Qual é a primeira coisa que o neném faz ao nascer? Chorar. Já nascemos chorando de dor. Mas a vida não é feita somente de sofrimentos ela é composta por momentos de alegria e bonança. Mas afinal, estava no plano de Deus que o ser humano sofresse?

Deus não quer que o ser humano sofra nem morra. A ideia original de Deus para o ser humano era o Paraíso: vida eterna e paz entre Deus, o ser humano e o seu ambiente, entre homem e mulher.” Catecismo da Igreja Católica [374-379] Deus quer a alegria e a vida para os seus filhos por isso não é justo que ele seja culpado por tantas desgraças no mundo. O ser humano tem a liberdade de escolhas e assim como ele pode escolher pelo bem ele também pode escolher pelo mal.

Assim como você, eu tenho os meus sofrimentos e minhas lutas, mas o que me faz prosseguir decididamente rumo ao céu é o meu encontro pessoal com Jesus. Em 2006 eu me encontrei com Ele e abri o meu coração para que Ele fosse o Senhor de toda a minha vida. Eu não tinha dimensão de quantas renúncias eu precisaria fazer durante esses últimos 10 anos e confesso que não é fácil perseverar. Porém, hoje eu constato que não sou mais a mesma, o sofrimento me transformou numa mulher mais livre e madura para lidar com os imprevistos da vida.

Por isso, não desanime perante as dificuldades da vida. Retome seu encontro pessoal com Cristo e mesmo sem sentir vontade permaneça com Ele. A caminhada cristã não é feita de emoções mas de decisões. Se o sentimento de perda e morte invadiu seus pensamentos eu te convido a proclamar o senhorio de Jesus. Ele é o Senhor da VIDA! Tudo posso naquele que me dá força” (Filipenses 4,13)

Fernanda Soares (Missionária da Canção Nova)

Como o jovem pode viver o Advento


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Advento é um tempo de alegria, esperanças, amor, fraternidade e de família. Todas estas vivências são importantes e essenciais para a vinda do Senhor, contudo é necessário “parar”. E como parar no meio de nossas cidades tão agitadas pelo comércio em busca do materialismo, de coisas que passam?

 Para nós jovens, sempre foi um desafio parar, silenciar, viver a espera de algo ou até mesmo de alguém. Neste tempo de advento temos a oportunidade de fixarmos o nosso olhar na manjedoura, lugar escolhido por Deus para nascer, assim se faz nosso coração pobre e acolhedor, lugar este onde Deus irá nascer. Deus é simples e ousado, com amor e ternura vem estabelecer-se em nós para nos salvar e nos libertar das trevas do pecado.

Vivemos em buscas rápidas e descartáveis, agora é tempo de buscarmos Aquele que será sempre o desejo de nossa alma e que nunca irá se desfazer, é um amor eterno concretizado em nossa vida.

 Não tenhamos medo e não coloquemos limites para esperar com amor e fé pelo Senhor, “Príncipe da paz, Conselheiro admirável, Pai eterno” (Isa 9), e ao encontrá-lo possamos recebermos Dele a coragem para andarmos num novo caminho como os reis magos, anunciando a boa nova da salvação.

Um santo advento.

 Gilcéia Fernandes, Consagrada Arca da Aliança

Nem toda a solidão é ruim


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As vezes as pessoas se jogam em relacionamentos pelo simples medo de ficarem sozinhas. Eu não as julgo e nem condeno a ninguém. Porém, me causa surpresa ao perceber  o quanto tem mais gente machucada por relacionamentos mal sucedidos do que  as que sofrem um pouco por estarem sozinhas.  As vezes faz um bem enorme para a vida e para purificar os sentidos, podermos ficar sozinhos e plenifcarmos nossa solidão. Não estou falando da solidão do abandono, da fuga ou da depressão. Existe uma solidão que acompanha todo ser humano, seja ele casado ou solteiro. A solidão que o permite encontrar se consigo mesmo e com as realidades mais profundas da existência. Não se trata de uma solidão qualquer, é uma solidão fecunda e muita profunda. Ela é própria das pessoas bem resolvidas, reflexivas e que não querem viver a vida de qualquer forma. Esta solidão cura, transforma e permite ao ser humano encontrar sua origem e a razão de sua vida. Esta solidão precisa ser… bem direcionada e bem vivida. Não é a solidão dos decepcionados ou magoados. Porém, bem abraçada ela é fonte de cura para nossas decepções e magoas. Num mundo envolto por agitação, muito barulho e com tantas coisas para ocupar nosso tempo, nós nos enchemos de tantas coisas e continuamos vazios. Os relacionamentos não são melhores e mais bem sucedidos, por não sabermos viver nossa intimidade nesta solidão do encontro consigo mesmo. Com isto a beleza do nosso ser fica ofuscada com as marcas das futilidades e estragos da vida. De  modo que não apresentamos uns para os outros não o melhor de nós, mas o nosso ser ferido, agressivo,  escondido sobre a fantasia da carencia. A solidão fecunda ela nunca é sozinha, ela é sempre acompanhada e iluminada. E preciso ter coragem para viver esta viagem ao nosso ser profundo. Vamos perceber que o nosso interior, se parece com o  fundo do mar. Tem muitas coisas velhsa, jogadas e esquecidas, mas as belezas mais profundas estão escondidas ali tambem. São belezas que nem você mesmo conhece. É  que te ensinaram a  tanto  a cuidar do exterior e da casca, que o seu interior, que esconde sua beleza mais autentica  fica a deriva. É uma pena quando alguém se apaixona só pela casca de alguém, porque com todos os reparos e plásticas que se fazem, a casca envelhece e enruga de todo jeito. Procure o seu interior esquecido e deixado de lado. A solidão fecunda, assusta e machuca num primeiro instante, depois ela se torna uma companheira e amiga tão necessária que sentimos demais a sua falta.
Padre Roger Araújo Canção Nova

O Verdadeiro Natal


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O verdadeiro Natal não é esse que a gente tem deixado que a sociedade nos imponha “goela a baixo”. O verdadeiro Natal nada tem a ver com listas de compras  e presentes, horas em supermercados, em lojas e em shoppings. O verdadeiro Natal também nada tem a ver com comer chocolate, peru e panetone. O verdadeiro Natal nada tem a ver com esse barulho e essa agitação toda que o mundo tem vivido e levado até mesmo nós cristãos a viver, Por conta dessa barulheira toda nós vamos nos esquecendo do verdadeiro sentido do Natal.

O verdadeiro Natal começou em uma gruta silenciosa de Belém onde provavelmente os únicos barulhos eram dos animais que faziam parte desse cenário. O verdadeiro Natal veio ao mundo para trazer paz aos corações, alegria, felicidade verdadeira e isso não se compra no shopping e talvez se comprasse os homens já teriam esquecido de colocar na lista de compras e provavelmente ficaria escondidinho nas prateleiras das lojas.

O verdadeiro Natal tem a ver com silencio do coração, tranquilidade da alma, tem a ver com amor ao próximo e amor a Deus. o verdadeiro natal tem sim a ver com família reunida, abraços longos e sinceros. O verdadeiro natal tem a ver com “paz na terra os homens de boa vontade”.

O verdadeiro Natal vem para celebrar o nascimento de um homem que nasceu pobre e morreu mas pobre ainda, mas tudo o fez por amor. O verdadeiro natal vem para celebrar aquele que está sendo esquecido no meio das correrias e barulho da nosso mundo e que provavelmente tem muita gente que faz questão que o esqueçam, pois se Ele expulsou os vendilhões do templo o que faria com o que se tronou a celebração do seu nascimento?

O verdadeiro Natal também tem a ver com aqueles que, assim como o aniversariante da data, muitas vezes não tem um lugar para nascer, nem para viver, nem o que colocar na mesa e que muitas vezes não tem nem o direito de nascer.

Vamos recristianizar o natal! vamos começar a ensinar as nossas crianças sobre seu verdadeiro sentido, vamos ter menos papai Noel e mais Jesus no nosso natal?! Menos chocolate e mais Eucaristia?! Menos presentes e mais presença?! Vamos reaprender e ensinar que o verdadeiro Natal é feito de amor  e de paz e não de consumo e agitação que não nos deixa ouvir nem  a Deus, nem ao próximo e nem a nós mesmos!

Que você tenha um feliz, santo e verdadeiro Natal, ao lado daqueles que te ama e que você ama! E não esqueça o verdadeiro sentido da festa, não esqueça o aniversariante, Ele também te ama!!!

Alzira A. Silvério, GOJ Água Viva- RCC

‘Sexting’: falta de limites e tecnologia


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Monique, uma jovem de 15 anos, estava namorando Alex, da mesma idade. Certa dia, namoravam pelo celular e a conversa esquentou. Ele lhe fez um pedido inusitado: que ela tirasse uma foto ou fizesse um vídeo, ali mesmo, nua, com poses sensuais, e enviasse a gravação para ele via telefone móvel, tipo SMS. De início, a adolescente rejeitou a proposta, mas o jovem insistiu e afirmou que estava com saudade e que a foto ficaria só com ele. Como ela estava apaixonada, cedeu aos seus apelos e, na intimidade do seu quarto, fez um miniensaio erótico e o enviou pelo celular.

Monique – no fervor e na inocência dos seus 15 anos – só não contava que, em apenas um mês, Alex terminaria o namoro com ela, e o pior: que o seu “ensaio sensual”, feito ali no seu quarto, estaria girando em todos os celulares e redes sociais na internet. Desesperada, a jovem só viu uma saída para fugir da vergonha e da gozação da galera na escola: conseguiu um grande número de comprimidos e, no mesmo quarto em que fez as imagens, cometeu suicídio.

Os nomes são fictícios, mas a história é real. Aconteceu com uma jovem nos Estados Unidos depois de ter tido suas imagens sensuais expostas na rede mundial de computadores. O que esses dois jovens praticaram está se tornando uma febre entre os jovens, o chamado “sexting”.

O nome deriva da junção de dois radicais oriundos da palavras “sex” (sexo) e “ting” (sufixo de “texting” = texto), o que origina o nome dessa prática: “sexo por mensagens”. Isso mesmo, o jovem tira uma foto erótica ou faz um vídeo de alguma parte do corpo – como órgãos genitais, seios ou faz poses mais sensuais – e a envia para alguns grupos de contatos via telefone móvel. Logo, a imagem começa a circular numa velocidade incontrolável pela web juntamente com as consequências de tais comportamentos.

Atrás dessa exposição estão escondidos perigos incalculáveis e incontroláveis que, a curto prazo, destroem a vida de uma pessoa. Um adulto, por exemplo, que adere a esse tipo de relacionamento, além de cometer um crime, pode ter sua carreira profissional abalada, já que, hoje, empresas de recrutamento usam cada vez mais a internet para ver o perfil de seus colaboradores.

O fenômeno WatsApp 

A mais nova plataforma de compartilhamento de mensagens instantânea se chama WatsApp, um aplicativo para dispositivos móveis que permite compartilhar textos, fotos e vídeos com milhares de pessoas num espantoso efeito cascata, e que tem levantado polêmicas sobre os limites da intimidade compartilhada. Há quem diga, inclusive, que este aplicativo – que conta com mais de 350 milhões de usuários em todo o mundo – já virou um armazém de pornografia. As vítimas? 90% de mulheres expostas em grupos de amigos, escolas, trabalho, futebol etc.

Dois casos dessa superexposição abalou o Brasil nos últimos tempos. Uma jovem de Goiânia (GO), que filmou a relação sexual com seu amante e teve o conteúdo vazado via WatsApp; e uma jovem do Piauí (PI), que cometeu suicídio depois que teve seu vídeo erótico compartilhado pelo mesmo aplicativo. Para além da nossa avaliação moral sobre o caso, é importante notar que existe uma geração que avança à velocidade da comunicação da mesma forma que pede socorro, porque não sabe lidar com o vazio existencial cada vez mais compartilhado.

Em 2009, uma pesquisa realizada nos EUA constatou que 20% dos adolescentes americanos diziam ter enviado ou recebido fotos eróticas pelo celular, e 39% alegaram ter recebido ou enviado mensagens sexualmente sugestivas. No Brasil, a ONG Safernet informou que cerca de 11% dos estudantes brasileiros, entre 15 e 18 anos, já praticaram o “sexting”, compartilhamento de imagens íntimas ou sensuais em ambientes virtuais. Mas com a explosão dos dispositivos móveis, como os smartphones e aplicativos como WatsApp, este número já deve ter aumentado muito.

Para a especialista em Marketing Digital Martha Gabriel chegamos num tempo em que tão importante quanto falar de inclusão digital é preciso falar de educação digital. “Muito se fala no Brasil de inclusão digital, mas pouco se fala de educação digital. Se nós incluirmos sem educar, vamos colocar uma arma nas mãos das pessoas contra elas mesmas”, diz a especialista.

Responsabilidade dos pais 

Segundo Sônia Makaron, psicanalista e elaboradora de uma cartilha de segurança na rede para pais e jovens, a atenção e o diálogo com os filhos ainda é a melhor forma de evitar danos futuros. “Estar atento sempre. Mas isso não quer dizer patrulhamento. Estar atento é a expressão de quem se importa, de quem cuida. Ser presente, conversar com seu filho, procurar saber o que lhe interessa na internet e fora dela. E ‘ficar ligado’ para tomar providências quando perceber sinais ‘estranhos’ e diferentes no comportamento dele”, aconselha a profissional.

“sexting” é a prova de que a combinação tecnologia + explosão de hormônios pode ser = a má reputação digital e, é claro, ao deboche social. E numa geração que já não consegue lidar com frustrações, fica a pergunta: onde vamos parar com isso tudo?

Por Daniel Machado
produtor do Destrave

CASAMENTO NÃO É PARA VOCÊ


casamentoblog

Estando casado apenas por um ano e meio, eu recentemente cheguei à conclusão de que casamento não é para mim. Agora, antes que você comece a imaginar coisas, continue lendo. Eu conheci minha esposa na escola, quando tínhamos 15 anos. Nós éramos amigos havia dez anos, até que…  até que decidimos que não queríamos ser apenas amigos. Eu recomendo fortemente que melhores amigos se apaixonem. Haverá bons tempos para todos. No entanto, me apaixonar por minha melhor amiga não me impediu de ter certos medos e ansiedades sobre me casar. Quanto mais eu e Kim nos aproximamos da decisão de nos casarmos, mais eu fui tomado por um medo paralisante. Eu estava pronto? Eu estava fazendo a escolha correta? Kim era a pessoa certa para mim? Ela me faria feliz? Então, certa noite, eu compartilhei esses pensamentos e preocupações com meu pai. Talvez cada um de nós tenha momentos em nossas vidas em que parece que o tempo fica mais lento, ou o ar fica parado, e tudo ao nosso redor parece encolher, marcando aquele momento que você nunca vai esquecer. Meu pai dando suas respostas às minhas preocupações foi um grande momento para mim. Com um sábio sorriso ele disse, “Seth, você está sendo totalmente egoísta. Então eu vou simplificar as coisas: casamento não é para você. Você não se casa para ser feliz, você se casa para fazer alguém feliz. Mais que isso, seu casamento não é para você, você está casando para uma família. Não apenas para os parentes e todas essas besteiras, mas pelos seus futuros filhos. Quem você quer que te ajude a criá-los?  Quem você quer que os influencie? Casamento não é para você. Não é sobre você. Casamento é sobre a pessoa com quem você se casou.” Foi nesse exato momento que eu soube que Kim era a pessoa certa para mim. Eu percebi que eu queria fazê-la felizvê-la sorrir todos os dias, vê-la gargalhar todos os dias. Eu queria ser parte da família dela, e a minha família queria que ela fosse parte da nossa. E lembrando de todas as vezes em que a vi brincando com meus sobrinhos, eu soube que ela era a pessoa com quem eu gostaria de construir nossa própria família. O conselho de meu pai foi ao mesmo tempo chocante e revelador. Foi na contramão da “filosofia Walmart” de hoje, que é: se não te faz feliz, você pode devolver e pegar um novo. Não, um verdadeiro casamento (e um verdadeiro amor) nunca é centrado em você. É centrado na pessoa que você ama – seus desejos, suas necessidades, suas esperanças, e seus sonhos. O egoísmo exige: “O que há aí para mim?”, enquanto o amor pergunta: “O que eu posso dar?” Há algum tempo, minha esposa me mostrou o que é amar sem egoísmo. Por muitos meses, meu coração endureceu com uma mistura de medo e ressentimento. Então, quando a pressão chegou a um nível insuportável, as emoções explodiram. Eu era insensível. Eu era egoísta. Mas, ao invés de se igualar ao meu egoísmo, Kim fez algo além do maravilhoso – ela mostrou um transbordamento de amor. Deixando toda a dor e angústia que eu havia causado, ela amorosamente me tomou em meus braços e acalmou minha alma. Eu percebi que tinha esquecido o conselho do meu pai. Enquanto o lado de Kim no casamento tinha sido me amar, meu lado do casamento era só sobre mim. Essa terrível descoberta me levou às lágrimas, e eu prometi à minha esposa que iria tentar ser melhor. Para todos que estão lendo esse texto – casados, quase casados, solteiros, ou mesmo solteirão ou solteirona – eu quero que você saiba que casamento não é para você. Nenhuma relação de amor verdadeiro é para você. O amor é para a pessoa que você ama. E, paradoxalmente, quanto mais você verdadeiramente ama essa pessoa, mais você recebe. E não apenas dessa pessoa, mas dos amigos dela e da família dela e milhares de outras pessoas que você nunca teria conhecido se seu amor permanecesse egoísta. Na verdade, amor e casamento não são para você. São para os outros.

(Autor desconhecido)