Setembro: Mês da Primavera. Tempo das surpresas de Deus!


Como a flor das roseiras nos dias da primavera; como os lírios junto às fontes das águas, como a vegetação do Líbano nos dias do verão.(Eclesiástico 50,8)

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Depois de um longo inverno sempre vem à primavera, tempo de renascer dos brotos, da esperança, dos dias claros, a vida renasce e é tempo das surpresas de Deus!

Por mais longo que seja o inverno ele só dura uma estação, ele tem inicio, meio e fim e assim é o ciclo de todos os anos. Comparando a nossa vida com as estações do ano, às vezes parece que não vamos sair do inverno, do tempo ruim, das previsões sombrias. Toda dor tem seu tempo, todo frio tem sua intensidade e o agasalho ideal para suportá-lo. Tudo, absolutamente tudo que vivemos pode nos ensinar algo, fazer-nos crescer, criar resistências e defesas e até no final de tudo proporcionar realização e felicidade.

Olha a experiência que as Águias americanas vivem no inverno para renascer na primavera: as águias mais velhas procuram uma fenda no cume da montanha mais alta, para poder se desfazer de suas penas, de suas garras e até de seu bico. O cume da montanha a mantém livre dos predadores, justamente no tempo onde ela não tem nenhuma defesa, e sem o seu bico e as garras ela vai viver das reservas de energia que acumulou no verão. Como podemos ver a natureza não é tão cruel como se pensa, a águia precisa passar por tudo isso para sobreviver mais uns trinta anos e poder perpetuar a espécie com águias mais resistentes, e a nova águia vai surgir na Primavera. A natureza foi feita para sofrer mudanças, neste tempo se renovam todas as coisas, para que surja a primavera com os dias claros e coloridos pelas flores, foi preciso passar por dias escuros e frios do inverno. Não acontece exatamente assim na nossa vida?

É assim que a Canção Nova vive a expectativa da primavera. A nossa história sempre provou que nesta estação é tempo de renovação, onde o ar sombrio dar lugar ao colorido das flores, os dias mais claros, cheios de vida e de esperança, reacende em nossos corações as novidades de Deus. Tempo das graças, de deixar para trás o que era velho, pois essa é a promessa do Senhor: “Não deveis ficar lembrando as coisas de outrora, nem é preciso ter saudades das coisas do passado. Eis que estou fazendo coisas novas, estão surgindo agora e vós não percebeis? Sim, no deserto eu abro um caminho, rasgo rios na terra seca.” (Isaías 43, 18 – 19). Tem gente que diz a minha vida tem somente duas estações ou muito quente ou muito frio, relacionando coisas boas e ruins, minha vida é um deserto. Pois esta é a promessa de Deus para você: “o deserto vai florir!”

Nossa vida é marcada pelo tempo, que vivemos que se chama chronos, esse que se vive pelo relógio, às estações do ano, dias, meses etc. É o Kairós tempo da Graça de Deus pra mim e para você. Por isso, abra-se ao novo, as novidades e surpresas de Deus para você. Tempo dos presentes de Deus, das mudanças, o amor de Deus que planava sobre o frio do inverno, agora aquece as sementes que brotam da terra e do tronco das plantas nascem às flores vivas e cheias de cor. Onde estão agora as sombras do inverno? Os dias frios, as noites longas? Tudo termina agora com o colorido das flores. Isso nos prova que tudo passa, até o mais longo inverno tem seu tempo e depois o que fica são a fortaleza das raízes que cresceram escondidas.

Padre Luizinho, Membro da Comunidade Canção Nova

Mês da Bíblia- Dicas para ler a Palavra de Deus


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Nesta matéria, monsenhor Jonas Abib nos ensina a ler a Bíblia com eficácia. No final disponibilizamos um vídeo com dicas de Sandro Arquejada para ajudá-lo, ao ler a Palavra, a encontrar as promessas de Deus, as ordens e os princípios eternos com o método do fundador da Comunidade Canção Nova.

1. Leia a Bíblia todos os dias

Eis a principal regra de ouro: ler a Bíblia todos os dias. Sem exceção. Leia-a quando tiver vontade e quando não a tiver também! É como remédio: com ou sem vontade, o tomamos, porque é necessário. Com a Bíblia é a mesma coisa. E isso é premente nos tempos em que vivemos.
Da mesma forma que você alimenta o corpo todos os dias, alimente diariamente o seu espírito com a Palavra de Deus. Assim como tomamos banho todos os dias e, quando não podemos fazê-lo de manhã, à noite o corpo pede um banho, assim também se passa com a leitura da Bíblia: se você não conseguir a ler durante o dia, sem que você se aperceba, o seu espírito ficará pedindo um banho da Palavra de Deus. Não deixe de dar ao seu espírito o que você dá ao seu corpo!

Tem gente que não consegue dormir sem tomar banho; essas pessoas se viram e se reviram na cama sem dormir. Que eu e você sejamos assim espiritualmente falando: que não possamos dormir sem o banho da leitura da Palavra de Deus.

2. Tenha uma hora marcada para a leitura bíblica

Para grande parte das pessoas, a melhor hora de ler é de manhã cedinho. Elas se levantam cedo para ler a Palavra de Deus e fazer o seu trabalho com o diário espiritual, antes das outras ocupações e do começo do movimento em casa. Trata-se de um costume maravilhoso. É certamente o que mais rende. Além disso, tem-se a vantagem de iniciar, logo cedo, uma super-refeição e começar o dia com força total.

Há, porém, quem tenha dificuldades para fazer isso. São pessoas que, pela manhã, sentem-se pesadas e sonolentas. Parece que a cabeça delas não funciona. Elas não conseguem se concentrar nesse horário. E não adianta fazer esforço, pois terminam por gastar tempo para alcançar pouco. Nada há nada de estranho nisso. Existem muitas pessoas assim, talvez você seja uma delas. Essas pessoas, em geral, rendem mais à noite. Apesar do cansaço do dia, à noite sua mente fica desperta, ativa. Se para você o período bom for o noturno, não hesite: trabalhe com a Bíblia à noite.

Fazer isso também tem vantagens: você prolonga a leitura até a hora que quiser e vai dormir com um bom conteúdo na mente. E o seu inconsciente, com certeza, vai trabalhar com todo esse material.

Para muitas mães de família, o melhor momento é o meio da tarde, depois de terminarem os trabalhos domésticos. Nessa hora, elas estão sossegadas por não haver barulho nem movimento na casa, o que lhes permite trabalhar com a Bíblia.

O importante é descobrir o melhor período para você. E fazer dele a sua hora marcada, sendo-lhe fiel, sem exceções.

3. Marque a duração da leitura bíblica

Esta é outra regra de ouro: marque a duração da leitura e seja fiel e ela. Seja sério consigo mesmo. É preferível 10 minutos todos os dias a ser levado pelo entusiasmo de quem começa e não ir em frente. Muitas pessoas que, de início, exigiram muito de si mesmas, a fim de fazer com seriedade e constância esse trabalho, agora se confessam satisfeitas com o fato de que, passado certo tempo, sentiram um envolvimento e uma motivação tamanhos de modo que a disciplina deixou de ser uma exigência. Do mesmo modo, dado o rigor com o qual encararam esse tempo para a leitura, hoje, percebem que ele se tornou curto. Elas precisam de mais tempo, o trabalho ficou com gosto de “quero mais”. Pena que nem sempre isso seja possível.

4. Escolha um bom lugar

Ter o nosso cantinho para isso é muito bom. E não precisamos de nada especial; o que importa é contar com um lugar tranquilo, silencioso, que facilite a concentração e favoreça a criação de um clima de oração. Faz-nos bem ir todos os dias para o nosso cantinho e nele fazer o nosso trabalho com a Bíblia. Lembre-se, todavia, de que o lugar é uma coisa secundária: ele é apenas um meio para trabalharmos melhor e com maior resultado. Importante mesmo é, em qualquer lugar e em qualquer circunstância, realizar com dedicação a nossa tarefa.

5. Leia a Palavra com lápis ou caneta na mão

Não se trata de simplesmente ler; devemos fazer uma leitura ativa. Um meio simples, mas eficaz de fazer isso, é ler com lápis ou caneta na mão. Sublinhe as passagens mais importantes, tudo o que chamar a sua atenção, as coisas que lhe falaram ao coração e que o tocaram de modo especial. É até bom ter uma caneta de quatro cores e usar ora uma ora outra. Isso ajuda: ponha trechos em destaque, diferencie-os.

Utilize sinais que tenham sentido para você, faça anotações, não tenha medo de riscar a sua Bíblia. Ela é um instrumento de trabalho. Você vai ficar com ela bem marcada; vai ser fácil você se lembrar das passagens bíblicas e encontrá-las quando procurar. Além disso, facilita a concentração na leitura, o entendimento da mensagem e a impressão do que é lido na mente e no coração.

6. Faça tudo em espírito de oração

Você não está apenas lendo a Bíblia, você está buscando um encontro com a Palavra de Deus. Está à procura de um contato íntimo com a Palavra viva do Deus, que fala a você por intermédio dela. Trata-se de um diálogo: você escuta, você acolhe, você se sente tocado, se sensibiliza, responde. É um encontro vivo entre pessoas vivas, um encontro de pessoas que se amam mutuamente. Muitos experimentaram essa relação. Experimente-a você também.

O principal interesse de Deus não é tanto fazer você escutar, mas falar com você. Ele deseja instruí-lo e conduzi-lo ao conhecimento da verdade. Por isso, esteja atento, fique alerta; mantenha-se numa atitude de expectativa. Deus tem algo de bem pessoal e concreto para lhe dizer!

(Artigo extraído “A Bíblia no meu dia a dia” de monsenhor Jonas Abib)

A Palavra de Deus é eficaz e transforma a vida


Quando Deus nos fala por meio da Bíblia e sabemos ouvi-lo, nossa vida nunca mais volta a ser a mesma!

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“Tal como a chuva e a neve caem do céu
e para lá não volvem sem ter regado a terra,
sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas,
sem dar o grão a semear e o pão a comer,
assim acontece à palavra que minha boca profere:
não volta sem ter produzido seu efeito,
sem ter executado minha vontade
e cumprido sua missão.”
(Isaías 55, 10-11)

Não podemos permitir que ler a Palavra de Deus – que é viva e eficaz – seja recebida por nós e não realize nenhuma mudança, nenhuma transformação, que sua leitura seja cada dia mais mecânica, carente de significado ou sentido para minha vida atual, porque isso significaria contradizer o que ela nos indica, o que nos recorda a passagem bíblica acima citada.

A Palavra de Deus passa surpreendentemente pelas nossas vidas e gera em cada pessoa um questionamento sobre os projetos pré-estabelecidos que possuímos, sobre tudo o que “organizamos”, mas que nunca conversamos com Deus sobre se é ou não conveniente para as nossas vidas.

Costumamos dizer “Senhor, em vós confio!” da boca para fora, porque, por dentro, murmuramos todo o contrário; em nosso interior, não é tanta a confiança nAquele que nos ama de maneira inigualável; não é tão grande a nossa entrega.

Na Bíblia, é o próprio Deus quem nos fala para nos motivar, para nos despertar, para nos levar à ação, despertar aquele soldado que há em cada um, disposto e pronto para a batalha.

No entanto, é todo um desafio afastar-nos do barulho, do ruído do mundo, para escutar o nosso Criador. Este é o convite que aPalavra de Deus nos faz, um momento em que Deus nos ama e nos deixamos amar por Ele.

Oração

Senhor,
tu sabes quantas vezes te escutei,
mas não pude te ouvir de verdade,
quantas vezes quiseste me falar,
mas não parei para prestar atenção,
quantas vezes por dia esperaste
que eu me lembrasse de vós e não o fiz.
No entanto, nunca te afastaste de mim,
nunca deixaste de insistir.
Por isso, quero te louvar,
quero te dar graças pelo teu amor,
pela tua paciência, pela tua misericórdia.

Envia hoje teu Espírito sobre mim, Senhor,
para que seja Ele quem modele meu coração,
quem me instrua na tarefa de descobrir-te em tua Palavra,
de ser transmissor da tua mensagem de amor,
para poder ser terra fértil,
onde a semente que a tua Palavra semeia em mim
germine e dê bons frutos.
Amém.

(Artigo publicado originalmente por Oleada Joven)

“Mas se tardar espera-a”. A esperança é como uma planta, precisa ser cultivada


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Assim como as rosas a esperança precisa desabrochar em nosso coração e para que uma rosa desabroche ela precisa primeiramente ser plantada, regada, passar por podas e antes ainda o terreno onde ela vai ser plantada precisa ser preparado, a terra precisa ser boa e estar adubada. A luz do local também precisa ser adequada, uma rosa não floresce se não receber a luz do sol, aliás não há vida alguma na escuridão.

A esperança também precisa ser cultivada, se não morre antes mesmo de florescer.  As vezes nosso sonhos murcham por que não cultivamos, por que não acreditamos neles o suficiente e principalmente porquê  sonhamos sozinhos, não deixamos Deus sonhar com a gente.

Outro fator importante que faz nossos sonhos murcharem antes de dessabrocharem e que matam a esperança no nosso coração é o tempo. Nosso tempo é diferente do tempo de Deus, Ele sabe a hora em que estaremos prontos para que as coisas aconteçam na nossa vida, mas muitas vezes nosso cansaço na espera acabam nos levando a perder a fé a desistir de acreditar e deixamos nossa esperança morrer na escuridão da nossa alma, na secura da nossa tristeza. “Por que há ainda uma visão para um termo fixado, ela se aproxima rapidamente de seu termo e não falhará. Mas se tardar espera-a, porque ela se realizará com certeza e não falhará” (Hab 2,3)

Não desista de cultivar a esperança, não permita que ela morra, acredite que Deus tem o melhor para realizar na sua vida e um belo dia quando você se der conta seu sonho se realizará e será maior e melhor do que você esperava, porque Deus não pademora, Ele capricha. Quando você se der conta vai abrir sua janela e seu jardim estára la florido, lindo, colorido, cheio de borboletas e beija flores e ai você verá que valeu a pena, cada espera, cada poda, cada momento dedicado a cultivá-lo. Não desista, cultive seus sonhos, sua esperança e convide Deus para ser o jardineiro da sua vida.

Alzira A. Silvério, GOJ Água Viva

O que diz a Bíblia sobre as mulheres?


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Conheça alguns ensinamentos bíblicos:

“Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas” (Sl 126,3).

“Feliz o homem que tem uma boa mulher, pois, se duplicará o número de seus anos. A mulher forte faz a alegria de seu marido, e derramará paz nos anos de sua vida. Rico ou pobre, (o seu marido) tem o coração satisfeito, e seu rosto reflete alegria em todo o tempo”. (Eclo 26,1-4)

“A graça de uma mulher cuidadosa rejubila seu marido, e seu bom comportamento revigora os ossos”. (Eclo 26,17)

“A mulher santa e honesta é uma graça inestimável; não há peso para pesar o valor de uma alma casta”. (Eclo 26,19)

“Assim como o sol que se levanta nas alturas de× Deus, assim é a beleza de uma mulher honrada, ornamento de sua casa”. (Eclo 26,21)

“Como a lâmpada que brilha no candelabro sagrado, assim é a beleza do rosto na idade madura”. (Eclo 26,22)

“Como fundamentos eternos sobre pedra firme, assim são os preceitos divinos no coração de uma mulher santa”. (Eclo 26,24)

“Encontrar uma mulher é encontrar a felicidade, e obter um favor de Iahweh”. (Pr 18,22)

“Quem encontrará a mulher talentosa? Vale muito mais do que as pérolas”. (Pr 31,10)

(Professor Felipe Aquino) 

Dez motivos para ler a Bíblia. Qual é o seu?


02 

Aproveite este mês para ler a Bíblia, meditar com ela, permitir que seja lâmpada para os seus passos, luz para seu caminho. Considere que existam pelo menos dez razões para entrar no fascinante mundo da Sagrada Escritura

1. Conhecer a Deus

Seria impossível sabermos algo de Deus se Ele não nos tivesse revelado. E isso Ele fez através da Sua Palavra. Por isso, para poder conhecê-Lo e criar com Ele uma relação pessoal de amor e confiança, é indispensável ler a Sua Palavra. 

2. Conhecer a si mesmo

A Palavra de Deus penetra até o ponto de divisão entre a alma e o espírito (cfr. Eb 4,12). Lê-la nos permite conhecer a fundo nós mesmos. Isso sem partir da ótica humana do juízo e da condenação, mas do olhar esperançoso e misericordioso de Deus.

3. Receber luz

O salmista afirma que a Palavra é lâmpada para os passos e luz no caminho (cfr. Sl 119, 105). Tem sempre uma mensagem para iluminar a sua situação atual. Tem sempre alguma coisa de pertinente a lhe dizer; às vezes o consola, outras vezes exorta. Pode também tranquilizar, às vezes o inquieta e agita, mas pode ter certeza que lhe dá sempre aquilo de que precisa para a alma.

4. Dialogar com Deus

Tem quem acredite que rezar consiste somente em falar com Deus, porque Ele não diz nada. Mas Deus fala através da Sua Palavra. Ler a Bíblia lhe permite escutar aquilo que Ele quer dizer, para poder depois respondê-Lo, dialogar com Ele e, com a Sua graça, colocar em prática. 

5. Participar da reflexão e da oração de toda a Igreja

Quando você lê os textos proclamados a cada dia na Missa, ou na Liturgia das Horas, une-se a milhões de católicos em todo o mundo que, naquele mesmo momento, estão lendo, escutando, refletindo, rezando com as mesmas palavras. Ler a Palavra lhe permite participar ativamente da unidade e universalidade da Igreja.

6. Colocar-se dentro da história da Salvação

Ler a Bíblia lhe permite descobrir como Deus se revelou ao ser humano, estabeleu uma aliança com o homem, promeu o Seu amor e a Salvação e respeitou esta promessa. Conhecer o passado lhe permite compreender o presente e vivê-lo com a alegria de saber que está fazendo parte do povo de Deus, que você é membro do Seu rebanho, ovelha do Bom Pastor.

7. Conhecer, compreender e amar a Igreja

Ler a Bíblia lhe permite conhecer a Igreja da qual faz parte para compreendê-la e amá-la mais, e se alegrar pelo fato de pertencer a ela sabendo que foi fundada por Cristo. Além do fato de que é formada por seres humanos propensos ao erro, como você e eu. A Igreja é conduzida através da história pelo Espírito de Deus.

8. Anunciar a Boa Nova

Ler a Bíblia lhe permite cumprir o mandato de Jesus de ir ao mundo todo e anunciar a Boa Nova (cfr. Mc 16,15). Apenas conhecendo a Escritura é possível compartilhar a Sua luz com outros.

9. Conhecer e defender a fé

São Paulo diz que cada texto da Escritura é útil para ensinar (cfr. 2Tm 3,16). Conhecer a Bíblia lhe permite enfrentar quem ataca a sua fé católica e respondê-los não somente com clareza, mas também com argumentações sólidas. 

10. Viver com liberdade e alegria

Ler a Bíblia lhe dá liberdade e alegria. A liberdade daqueles que vivem a alegria de ter abandonado a imobilidade das trevas e caminham em direção Daquele que é a Luz. A alegria de saber que Ele está contigo todos os dias, até o fim do mundo, e a alegria de anunciá-Lo aos outros, como pede o Papa Francisco.

Eis aí dez motivos, são apenas os primeiros dez. Leia a Bíblia e você irá descobrir que existem tantos outros.

(Retirado do site da Aleteia)

Por que dedicar um mês à Bíblia?


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No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos estabeleceu setembro como o “mês da Bíblia” por várias razões importantes.

Este mês foi escolhido, porque o grande São Jerônimo, que traduziu a Bíblia do hebraico e grego para o latim, tem sua memória litúrgica celebrada no dia 30 de setembro. Ele foi secretário do grande Papa São Dâmaso (366-384), que o incumbiu dessa grande obra chamada “Vulgata”, por ser usada em toda a parte.

São Jerônimo levou cerca de trinta e cinco anos fazendo essa tradução nas grutas de Belém, vivendo a oração e a penitência ao lado da gruta onde Jesus nasceu. O santo disse que “desconhecer as Escrituras é desconhecer o próprio Cristo”. Ele nos deixou um legado de grande amor às Sagradas Escrituras. E possuía grande cultura literária e bíblica, sabia grego, latim e hebraico.

A Sagrada Escritura é alimento para a nossa alma e fonte de vida. Jesus conhecia profundamente a Bíblia. Mais do que isso: Ele a amava e se guiava por suas palavras. Isso é o suficiente para que todos nós façamos o mesmo. Na tentação do deserto, quando o demônio investiu contra o Senhor, Ele o rebateu com as palavras da Escritura. Quando o tentador pediu que Ele transformasse as pedras em pães para provar Sua filiação divina, Jesus lhe disse: “O homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor” (Dt 8,3c).

Quando o tentador exigiu que Ele se jogasse do alto do templo, Jesus lhe respondeu: “Não provocareis o Senhor vosso Deus” (Dt 6,16a). E quando satanás tentou fazer com que Cristo o adorasse, ouviu mais uma vez a Palavra de Deus: “Temerás o Senhor, teu Deus, prestar-lhe-ás o teu culto e só jurarás pelo seu nome” (Dt 6,13). O demônio foi vencido e se afastou, porque não tem poder diante da Palavra de Deus.

Não é sem razão que São Pedro disse: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2 Pd 1,20-21).

A importância do mês da Bíblia é que o povo brasileiro a conheça melhor e seja motivado a estudá-la com mais profundidade, uma vez que não é fácil compreendê-la, especialmente o Antigo Testamento. A Bíblia não é um livro de ciência, mas sim de fé. Utilizando os mais diversos gêneros literários, ela narra acontecimentos da vida de um povo guiado por Deus, quatro mil anos atrás, atravessando os mais variados contextos sociais, políticos, culturais, econômicos, entre outros. Por isso, a Palavra de Deus não pode sempre ser tomada ao “pé da letra”, literalmente, embora muitas vezes o deva ser. “Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2 Cor 3,6c), disse São Paulo.

Portanto, para ler a Bíblia de maneira adequada, exige-se, antes de tudo, o pré-requisito da fé e da inspiração do Espírito Santo na mente, sem o que a interpretação da Escritura pode ser comprometida. Mas é preciso também estudá-la, fazer um curso bíblico, entre outros.

A Carta aos Hebreus diz que “a Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma A carta aos hebreus diz que “a Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).

“Vossos preceitos são minhas delícias.
Meus conselheiros são as vossas leis.” (v. 24)
“O único consolo em minha aflição
É que vossa palavra me dá vida.” (v. 50)
“Quão saborosas são para mim vossas palavras,
mais doces que o mel à minha boca.” (v. 103)
“Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos. E uma luz em meu caminho.” (v. 105)
“Encontro minha alegria na vossa palavra,
Como a de quem encontra um imenso tesouro.” (v.162)espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).

Para que a Palavra de Deus seja eficaz em nossa vida, precisamos, pela fé, acreditar nela e colocá-la em prática objetivamente. Em outras palavras, precisamos obedecê-la, pois, ao fazer isso, estaremos obedecendo ao próprio Senhor.

Mas nem sempre a Bíblia é fácil de ser interpretada pelas razões já expostas. É por isso que Jesus confiou a interpretação dela à Igreja Católica, que o faz por meio do Sagrado Magistério, dirigido pela cátedra de Pedro (o Papa) e da Sagrada Tradição Apostólica, que constitui o acervo sagrado de todo o passado da Igreja e de tudo quanto o Espírito Santo lhe revelou e continua a fazê-lo no presente. (cf. Jo 14, 15.25; 16, 12-13).

A alma da Igreja é o Espírito Santo dado em Pentecostes; por isso a Igreja não erra na interpretação da Bíblia, e isso é dogma de fé. Jesus mesmo lhe garantiu isso: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,13a).

Embora seja feita de homens, santos e também pecadores, a Igreja Católica tem a garantia de não errar na interpretação dos assuntos da fé. Entretanto, ela não despreza a ciência; muito pelo contrário, a valoriza tremendamente para iluminar a fé e entender a revelação.

O Vaticano possui a “Pontifícia Academia de Ciências”; em Jerusalém está a Escola Bíblica que se dedica a estudar exegese, hermenêutica, línguas antigas, geologia, história antiga, paleontologia, arqueologia e tantas outras ciências, a fim de que cada palavra, cada versículo e cada texto da Bíblia sejam interpretados corretamente. É a fé caminhando junto com a ciência. Tudo isso para que possamos dizer como o salmista, no Salmo 118:

“Vossos preceitos são minhas delícias.
Meus conselheiros são as vossas leis.” (v. 24)
“O único consolo em minha aflição
É que vossa palavra me dá vida.” (v. 50)
“Quão saborosas são para mim vossas palavras,
mais doces que o mel à minha boca.” (v. 103)
“Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos. E uma luz em meu caminho.” (v. 105)
“Encontro minha alegria na vossa palavra,
Como a de quem encontra um imenso tesouro.” (v.162)

Professor Felipe Aquino, Comunidade Canção Nova

Para quê ler a Bíblia?


01

Nos anos 70, houve uma grande efusão da Palavra de Deus, pela graça do batismo no Espírito Santo, em todo o Brasil, a partir da Renovação Carismática, nascida poucos anos antes nos EUA. Um dos textos bíblicos que marcou esta época foi do Livro Amós 8,11: “Virão dias em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas fome e sede de ouvir a palavra de Deus”.

Eu e muitas pessoas tivemos a graça de experimentar essa profecia, pois através dos grupos de oração milhares de católicos tiveram o seu encontro com Cristo, voltaram para a Igreja, e descobriram a força da Palavra de Deus.

Em 1976, padre Jonas realizou com os jovens da diocese de Lorena um forte trabalho de catequese e aprofundamento da vivência do Evangelho, através de um método simples e dinâmico. Começamos a fazer o diário espiritual pela I Carta de São João; foi tão eficaz que impressionou nossos pais, a paróquia e até os padres, pois se perguntavam: como os jovens conseguem entender tão claramente a Bíblia e com constância levam a sério o estudo da Palavra? A consequência foi que um grupo daqueles jovens aceitou o desafio de viver em Comunidade, para como discípulos e missionários, evangelizarem.

A Canção Nova teve a sua origem na Sagrada Escritura. Nós nascemos da Palavra, vivemos da Palavra e nos alimentamos da Palavra a cada dia, para que ela se torne vida em nossa vida.
Nesses anos temos sido testemunhas do poder do Evangelho àqueles que têm fome e sede da Palavra do Senhor.

O Cardeal Van Thuan, Vietnamita, viveu treze anos na prisão, dos quais nove em total isolamento, deixou-nos no seu livro ‘Testemunhas da Esperança’ um belíssimo testemunho: “Na prisão de Phu-Khanh, os católicos dividiam o Novo Testamento, que haviam trazido às escondidas, em pequenos folhetos para serem distribuídos e memorizados. Uma vez que o piso era de terra ou areia, quando ouviam os passos dos guardas, escondiam a Palavra de Deus sob o solo. De noite, no escuro, cada um recitava, seguindo um rodízio, a parte que tinha decorado. Era impressionante e comovente ouvir, no silêncio e escuridão, a Palavra de Deus, sentir a presença de Jesus, o ‘Evangelho vivo’, recitado com toda a força espiritual; ouvir a oração sacerdotal, a paixão de Cristo.

Os não cristãos escutavam com respeito e admiração o que chamavam de ‘Verba sacra’ – palavra sagrada. “Muitos diziam, como experiência pessoal, que a Palavra de Deus é espírito e vida”.

Luzia Santiago, Cofundadora da Comunidade Canção Nova

Todo Mundo Tem Direito à Boa Fama


“Se há algo de ruim a ser revelado de alguém, que não seja por mim através de fofoca”.
FOFOCAConviver com pessoas não é fácil. Pois pessoas são pessoas: Erram, acertam, mentem, falam a verdade… Pessoas não são Anjos, mas também não são demônios. Se convivermos uns com os outros pensando dessa forma, nossa maneira de ver o outro muda.
O problema com o outro começa, quando de alguma forma, perde-se o respeito, o zelo, o cuidado. E sobre isso Jesus disse no evangelho de São Mateus, capítulo 18, versículo 15: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo!”. Note bem: Corrigir o irmão a sós, contigo. Ou seja, ninguém precisa saber.
Certa vez ouvi o Padre Jonas dizer: Todo mundo tem direito à boa fama. Depois que ouvi isso, decidi: Se há algo de ruim a ser revelado de alguém, que não seja por mim através de fofoca. É no mínimo vergonhoso tirar a boa fama de alguém. Até porque, uma coisa é o como vemos a pessoa, outra é como outros a vêm. Que cada um faça sua história com cada um.
Edson Oliveira 

Semana Santa e Páscoa- Tempo forte para os católicos


Semana Santa

Depois de quarenta dias de caminhada quaresmal, chegamos a Semana Santa. Durante esses dias fazemos memória à paixão, morte e ressureição de Jesus, começando com sua entrada triunfal em Jerusalém, cujo momento revivemos no Domingo de Ramos e caminhamos até Páscoa da Ressureição, onde Jesus derrota a morte e nos resgata das situações de pecado em que vivíamos. O silêncio que somos convidados a fazer nesses dias não são de tristeza e dor, mas sim de reflexão, oração, penitência, reconhecimento de nossos pecados, conversão dos nossos corações e também de gratidão a Deus por todo seu amor derramado por cada um de nós através de seu preciosíssimo sangue na Cruz.

O Domingo de Ramos, que abre a Semana Santa, tem esse nome porque o povo cortou ramos de árvores, e folhas de palmeiras para aclamar o Senhor que entra na cidade montado em um jumentinho, o símbolo da humildade. “Hosana ao Filho de Davi: bendito o que vem em nome do Senhor; Hosana nas alturas”, assim aclamava o povo quando Jesus entra em Jerusalém, entretanto, aquela mesma multidão que o homenageou, motivada por seus milagres, é a que depois grita crucifica- O. Jesus que conhece o coração do homem não estava iludido quando fora aclamado.

Os Ramos que levamos na procissão no domingo nos recordam que somos batizados, membros do Corpo de Cristo, participantes da Igreja e que temos obrigação defender a fé católica, sobretudo nesses tempos difíceis onde ela é tão desvalorizada. É costume dos fiéis também levar os ramos abençoados para casa após a Missa, esse gesto representa nossa união com Cristo pela nossa salvação e pela salvação do mundo inteiro, nossa luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

Na Quinta Feira Santa a Igreja celebra a Instituição do Sacerdócio, a Instituição da Eucaristia, revive também a grande lição de humildade e serviço ao próximo que Deus nos dá através do gesto de lavar os pés dos discípulos. Esses momentos são todos revividos na Missa da Ceia do Senhor.

O ponto mais forte da Quinta feira Santa é o momento da Instituição da Eucaristia, o maior de todos os Sacramentos, o Sacramento do amor. Antes de se oferecer na Cruz, Jesus se ofereceu sacramentalmente na última ceia: “Isto é o meu corpo que é dado por vós, Este é o cálice do meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança que será derramado por vós. Fazei Isso em memória de mim”. (Lc 22,19-20), com estas palavras Jesus nos doa então, seu Corpo e seu Sangue como nosso alimento diário. A cada Santa Missa temos a graça de receber seu santo Corpo que nos cura, liberta e fortalece na nossa caminhada de fé e nos mantém firmes em Deus. Ao instituir a Eucaristia Jesus institui também o Sacerdócio. O sacerdote ordenado é aquele que faz às vezes de Cristo, que é o Sacerdote por excelência, cabeça da Igreja. O sacerdócio existe para o bem do Povo de Deus, para a pregação da Palavra, para o governo da Igreja, para a celebração dos sacramentos, especialmente a Eucaristia.

Outro momento marcante da Quinta Feira Santa é o momento do lava pés. Ao lavar os pés dos discípulos Jesus quer demonstrar seu amor por cada um de nós e mostrar a todos que a humildade e o serviço são o centro de sua mensagem. “Eu vim para servir”. Lavar os pés era um trabalho feito por escravos, que lavavam os pés de seus senhores e daqueles que chegavam de viagem. Jesus quebra esse paradigma e mostra-se servidor de todos.

Chegamos então à sexta Feira Santa, sendo esse o único dia do ano que não temos Missa, mas sim uma Celebração que ocorre as 15h. Os momentos vividos nessa celebração formam o Memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor e memorial não é apenas fazer memória, lembrar, é verdadeiramente celebrar junto, atualizar a Salvação que Deus realizou. Tudo é solene e simbólico nessa Celebração, cada palavra, cada silêncio, cada gesto. O Altar está sem vela, sem toalha, sem nem um adorno, a procissão de entrada é silenciosa, não há música nem palavras. Os ministros da Celebração se prostram no chão em frente ao Altar, enquanto a comunidade se ajoelha. É a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados. As vestes sacerdotais são vermelhas, cor do Sangue, do Martírio. Outro momento forte dessa desta Celebração é a Adoração a Santa Cruz que é apresentada Solenemente a comunidade com as palavras “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Ó vinde adoremos”. Em seguida a comunidade se aproxima, calmamente, para fazer sua veneração pessoal.

O Sábado Santo antecede as comemorações do domingo da Ressurreição de Jesus. Durante o dia, a Igreja permanece silenciosa meditando ante o sepulcro vazio e esperando a Ressurreição. Ao anoitecer, a Vigília Pascal inicia com a Liturgia da Luz, que começa com as luzes da igreja apagadas e a reunião dos fiéis. Abençoa-se o fogo, símbolo do esplendor do Ressuscitado. Prepara-se o círio pascal, vela em que o celebrante marca uma cruz e as letras Alfa e Ômega, que representam Cristo, Princípio e Fim de tudo e de todos. A vela prossegue pela igreja e todos acendem velas menores no Círio Pascal, representando a “Luz de Cristo” se espalhando por todos. A escuridão diminui. O “Aleluia” é cantado de forma solene, pois não se entoava desde o início da Quaresma.

E finalmente chegamos ao Domingo de Páscoa, dia da Ressureição do Senhor, dia em que a o Sepulcro foi encontrado vazio, dia que a morte vence a vida, a Salvação vence o pecado. Após todo o caminho de dor até a Cruz a vida triunfa. A ressureição de Cristo, além de ser o marco da nossa fé, vem nos ensinar que antes da vitória é preciso trilhar o caminho da dor, da Cruz. Nossa vida é permeada de momentos difíceis, cada um de nós tem uma Cruz a carregar, um calvário a trilhar, mas não estamos sozinhos, Cristo vai a nossa frente e nos ensina que não termina no Calvário. “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (João 16, 33).

Alzira A. Silvério, G O J Água Viva