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Não nos pertencemos mais: somos de Deus! Dezembro 3, 2009

Posted by gojaguaviva in Amizade, Formação, Quem Somos?.
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“Sei em quem pus a minha confiança” (2Tm 1,12b). O Senhor nos separou para Si e para o Seu serviço. Nós já não nos pertencemos mais: Somos de Deus! Isso significa que em tudo o que fazemos, trabalhando, conversando, andando, dormindo ou comendo, enfim, em tudo, devemos saber que somos de Deus, pertencemos a Ele. Em tudo precisamos fazer a vontade de Deus.

No dia de hoje, Deus nos convida a manter viva em nós a sua Divina Presença. Onde quer que nos encontremos, Sua presença nos acompanha. Não estamos sozinhos. Esta certeza nos ajuda a não termos medo: “O Senhor está e caminha conosco”.

Nossa melhor oração é a vontade de Deus, vamos fazer tudo, neste dia, para que em nossas ações Ele se alegre conosco.

Isso é oração!

Deus abençoe você,

Seu irmão em Cristo,
Monsenhor Jonas Abib

É hora de Lançar as redes em águas mais profundas Novembro 18, 2009

Posted by gojaguaviva in Acontece.
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É hora de Lançar as redes em águas mais profundas
Obedientes e confiantes a essa ordem de Jesus (Lucas 4,5) a Igreja Católica através do Ministério Jovem da RCC (Renovação Carismática Católica) realizou no último fim de semana, 31 de outubro e no dia primeiro de novembro, o Projeto Jesus na fronteira.
Aproximadamente 70 jovens da Diocese de Palmas e Francisco Beltrão estiveram nas cidades de Barracão – PR, Dionísio Cerqueira – SC e Bernardo de Irigoyen na Argentina.
O Projeto Jesus na Fronteira foi um sonho plantado no coração dos jovens que estiveram no Projeto Jesus no Litoral e sentiram a necessidade de desenvolver algo semelhante dentro da diocese de Palmas e Francisco Beltrão.
Assim como os discípulos, os jovens foram de dois a dois visitar as famílias, levando uma mensagem do Amor de Deus as pessoas.
“De tal modo Deus amou o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigênito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna” (João 3,16). As correrias do dia a dia os sofrimentos, os problemas, as dores, as mágoas os medos, as inseguranças e tantas outras preocupações normais da vida de qualquer pessoa, vão fazendo com que o ser humano esqueça essa verdade fundamental na vida de todos.
É preciso que quem não esqueceu esse amor ou voltou para Ele o propague a todas as nações.
“Deus te ama,”palavras aparentemente simples e quase não proferidas, mas que tem poder de transformar vidas, derrubar barreiras, curar e tocar o mais endurecido e machucado coração.
Lançar as redes em águas mais profundas é uma ordem de Jesus a cada batizado, é preciso obedece-lá e é isso que o Ministério Jovem da Diocese de Palmas e Francisco Beltrão está fazendo através da primeira edição do Projeto Jesus na fronteira. Primeira de muitas edições.

Matéria por Alzyra Silvério

Preciso de Amigos… Novembro 5, 2009

Posted by gojaguaviva in Amizade.
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Eu sou eu, você é você, mas juntos somos melhores
amigos
Há uma diferença grande entre ler um texto e vivê-lo. As palavras têm o poder de mudar nossa vida. E quando a palavra se encarna, revira-nos por dentro. Bem disse Adélia Prado: “Quem entender a linguagem entende Deus cujo Filho é o Verbo.” Cristo é chamado na teologia de “Lógos”= palavra. Ele é a Palavra que se encarnou. Eu vivo na busca dessa Palavra capaz de mexer com a estrutura da minha vida.
Sou amigo das palavras, gosto de conversar com os verbos, escrevo música, poesia; minha vida é um livro. A cada dia eu recebo uma folha em branco do Criador. Sou escritor. Você também é. Que livro estamos escrevendo? As páginas da nossa vida serão bem escritas se formos amigos daquele cujo Filho é o Verbo! Daquele que corrige os erros de conjugação nos tempos verbais da vida. Confundimos passado, presente e futuro, mas Ele nos vê inteiros, conhece-nos mais do que nós mesmos, como disse Santo Agostinho.
Eu preciso de amigos. Amigos de carne e osso.Eles são imagens de Deus, presentes do céu!Se for amigo do Verbo que é Cristo, melhor, pois só assim saberei escrever minha vida!
Quero amigos que me mostrem quando, na pauta da vida, eu perdi a rima, a harmonia, a métrica! Eu sonho, rezo, calo e espero, de uma maneira muito minha, ouvir da boca do próprio Deus o tão sonhado: “AMIGO! Vem… Eu lhe preparei um lugar!”
“Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15,14) Para Jesus, ser amigo é querer o que o outro quer e rejeitar aquilo que o outro rejeita. Como diz o provérbio latino: “Idem velle idem nolle”. Eu não me anulo, mas vivo a alegria de partilhar as mesmas aspirações naturalmente. Martin Buber, um filósofo que muito contribuiu para os estudos de relacionamentos “EU-TU”, diz que a inter-relação supõe diálogo, encontro e responsabilidade. Eu sou eu, você é você, mas juntos somos melhores. Da nossa amizade nasce uma espécie de terceira pessoa. Sozinhos, somos únicos, mas para este terceiro nascer, precisamos estar juntos.
O que nasce das suas amizades?
Esse “terceiro” é harmonia, paz, alegria e esperança, ou é guerra, desespero e briga? Gestamos vícios ou virtudes…Tudo depende da maneira como agimos e dos amigos que escolhemos! Quando leio os livros de Viktor Frankl, criador da logoterapia, as cenas ganham vida. Ele viveu durante anos dentro de um campo de concentração, e foi lá que desenvolveu sua teoria. Olhando as pessoas que caminhavam, ele percebeu que cada passo poderia ser um passo de esperança e vida ou de desespero e morte.
Escolher! Sim, a liberdade de escolha está dentro do ser humano e esse é um tesouro dado por Deus que não pode ser roubado por ninguém! Para não perder o sentido da vida, ele diz que é preciso viver os valores de criação (trabalhar, sonhar, realizar), valores de vivência (ter amigos/amores) e valores de atitude (diante do sofrimento é preciso se posicionar!).
Amizade é escolha.Bons amigos que encham sua vida de sentido.É o que lhe desejo!

Diego Fernandes

Fonte: RCC/SC

‘ANAZOPIREIN’, o remédio do Espírito Santo Outubro 14, 2009

Posted by gojaguaviva in Formação.
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Todos os dias devemos ’soprar as cinzas’ de nossas vidas
Irmãos, Deus não nos chama a uma vidinha qualquer. Ele nos quer vivendo no poder do Seu Espírito, guiados por Ele. Vivendo na unção, pedindo Seus dons, buscando a vontade d’Ele acima de qualquer coisa. Não quer que façamos uma experiência com Ele “à pronta entrega”. A experiência é pessoal, mas nós nos iludimos se criamos um “deus” que atenda a todas as nossas exigências. Precisamos converter nossos pensamentos e coração a Deus, e não o coração de Deus aos nossos pensamentos. A conversão é nossa e não d’Ele. Portanto, não se iluda: Deus não muda! E continuará sendo o melhor para nós!
Acima de qualquer ilusão que possamos ter de Deus, é o Senhor que nos escolhe para estarmos com Ele. O Espírito Santo escolhe primeiro. Quando estamos na presença d’Ele, quando conhecemos este Deus tremendo, cheio de LUZ, a força d’Ele nos invade, preenche-nos e nos convida, e, então, somos atraídos por Ele. Escolho Deus, mas é Ele quem me escolhe primeiro sempre. O Seu fogo nos atrai, nos chama, nos queima, e nosso coração não vai encontrar sossego enquanto não estiver com o Espírito. Livremente escolhemos Deus, pedimos para que viva em nós, pois estamos apaixonados por Ele, e não conseguimos mais viver se não estivermos na presença d’Ele. Então vivemos o que o apóstolo Paulo disse: “Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim!” (Gal 2, 20).
A palavra “ANAZOPIREIN” vem do grego e quer dizer “soprar as cinzas”. Todos os dias, devemos “soprar as cinzas”, reacender aquilo está sem vida em nossa existência. Como esse nome lembra remédio, podemos dizer que é o “remédio do Espírito Santo”, que necessitamos tomar várias vezes ao dia. Para os mais necessitados, que seja aplicado “na veia”. “ANAZOPIREIN”!
Se você está apagado, sem ânimo, sem forças para viver, ou ainda, vivendo de um jeito que tudo, – por melhor que seja, e por mais interessante que possa parecer para os outros –, não tem graça alguma para você, peça o fogo do Espírito Santo! Mantenha viva a chama que recebemos da parte de Deus (Leia 2 Timóteo 1,6 ). Se você não recebeu o fogo de Deus, eu clamo ao Senhor que envie sobre você, agora, o Espírito Santo capaz de revolucionar tudo em você! Deixa-se queimar! O fogo cairá sobre você e a força de Deus levará sua vida para um outro rumo. Viver na LUZ! LUZ que vem do fogo do Espírito Santo!
Quem acredita n’Ele, vive o que viveram os primeiros jovens da Renovação Carismática Católica, quando numa universidade pediram o batismo do Espírito e realizaram uma missão iluminadora para toda a Igreja. Na mesma época, acontecia o Concílio Vaticano II, e o mundo vivia também a revolução sexual com os efeitos do Festival de Música e Artes de Woodstock. O que de fato revolucionou? A revolução sexual de Woodstock? Não. Sexualmente as pessoas se tornaram mais neuróticas. Woodstock foi um show que – com ares contraculturais – escravizou jovens nas drogas e numa sexualidade alienada.
O que revolucionou de fato o mundo foi o que vivemos na Igreja. Esta, sim, é a verdadeira revolução: A Revolução Jesus – capaz de mudar o mundo. Vivemos a Revolução do Fogo! O fogo que caiu sobre os jovens que oravam na Universidade em Dusquene (EUA) e marcou o início da Renovação Carismática Católica! Agora é a Era do Espírito! É o Tempo do Avivamento! É o momento do “ANAZOPIREIN”!
Reze comigo assistindo ao vídeo de uma música minha que está no CD – Não desista de viver:
“Eu quero te experimentar” (http://www.youtube.com/watch?v=l4Rr0QRjtfQ )
Graça! Liberdade! Luz e Fogo!
Seu irmão,
Diego Fernandes – RCC/SC
Blog: diegofernandes.com

Todos os dias devemos ’soprar as cinzas’ de nossas vidas

diego fernandes

Irmãos, Deus não nos chama a uma vidinha qualquer. Ele nos quer vivendo no poder do Seu Espírito, guiados por Ele. Vivendo na unção, pedindo Seus dons, buscando a vontade d’Ele acima de qualquer coisa. Não quer que façamos uma experiência com Ele “à pronta entrega”. A experiência é pessoal, mas nós nos iludimos se criamos um “deus” que atenda a todas as nossas exigências. Precisamos converter nossos pensamentos e coração a Deus, e não o coração de Deus aos nossos pensamentos. A conversão é nossa e não d’Ele. Portanto, não se iluda: Deus não muda! E continuará sendo o melhor para nós!

Acima de qualquer ilusão que possamos ter de Deus, é o Senhor que nos escolhe para estarmos com Ele. O Espírito Santo escolhe primeiro. Quando estamos na presença d’Ele, quando conhecemos este Deus tremendo, cheio de LUZ, a força d’Ele nos invade, preenche-nos e nos convida, e, então, somos atraídos por Ele. Escolho Deus, mas é Ele quem me escolhe primeiro sempre. O Seu fogo nos atrai, nos chama, nos queima, e nosso coração não vai encontrar sossego enquanto não estiver com o Espírito. Livremente escolhemos Deus, pedimos para que viva em nós, pois estamos apaixonados por Ele, e não conseguimos mais viver se não estivermos na presença d’Ele. Então vivemos o que o apóstolo Paulo disse: “Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim!” (Gal 2, 20).

A palavra “ANAZOPIREIN” vem do grego e quer dizer “soprar as cinzas”. Todos os dias, devemos “soprar as cinzas”, reacender aquilo está sem vida em nossa existência. Como esse nome lembra remédio, podemos dizer que é o “remédio do Espírito Santo”, que necessitamos tomar várias vezes ao dia. Para os mais necessitados, que seja aplicado “na veia”. “ANAZOPIREIN”!

Se você está apagado, sem ânimo, sem forças para viver, ou ainda, vivendo de um jeito que tudo, – por melhor que seja, e por mais interessante que possa parecer para os outros –, não tem graça alguma para você, peça o fogo do Espírito Santo! Mantenha viva a chama que recebemos da parte de Deus (Leia 2 Timóteo 1,6 ). Se você não recebeu o fogo de Deus, eu clamo ao Senhor que envie sobre você, agora, o Espírito Santo capaz de revolucionar tudo em você! Deixa-se queimar! O fogo cairá sobre você e a força de Deus levará sua vida para um outro rumo. Viver na LUZ! LUZ que vem do fogo do Espírito Santo!

Quem acredita n’Ele, vive o que viveram os primeiros jovens da Renovação Carismática Católica, quando numa universidade pediram o batismo do Espírito e realizaram uma missão iluminadora para toda a Igreja. Na mesma época, acontecia o Concílio Vaticano II, e o mundo vivia também a revolução sexual com os efeitos do Festival de Música e Artes de Woodstock. O que de fato revolucionou? A revolução sexual de Woodstock? Não. Sexualmente as pessoas se tornaram mais neuróticas. Woodstock foi um show que – com ares contraculturais – escravizou jovens nas drogas e numa sexualidade alienada.

O que revolucionou de fato o mundo foi o que vivemos na Igreja. Esta, sim, é a verdadeira revolução: A Revolução Jesus – capaz de mudar o mundo. Vivemos a Revolução do Fogo! O fogo que caiu sobre os jovens que oravam na Universidade em Dusquene (EUA) e marcou o início da Renovação Carismática Católica! Agora é a Era do Espírito! É o Tempo do Avivamento! É o momento do “ANAZOPIREIN”!

Reze comigo assistindo ao vídeo de uma música minha que está no CD – Não desista de viver:

“Eu quero te experimentar” (http://www.youtube.com/watch?v=l4Rr0QRjtfQ )

Graça! Liberdade! Luz e Fogo!

Seu irmão,

Diego Fernandes – RCC/SC

Blog: diegofernandes.com

Quem Ama Muda Setembro 30, 2009

Posted by gojaguaviva in Amizade, Namoro.
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Não existe (pelo menos eu não conheço) nenhuma realidade que um amor verdadeiro não possa mudar. Muitas tentativas são feitas para se fazer notar no outro aquilo que precisa ser melhorado, mas nenhuma tem tanta eficácia quanto à iniciativa em se aceitar e amar aquele que precisa ser mudado.
Não somos senhores da vida de ninguém. Se não somos perfeitos, não temos o direito de cobrar perfeição. Repare como enxergamos com facilidade os erros dos outros, mas levamos uma vida inteira para enxergar os nossos. Apontar o dedo, cobrar mudanças, estipular datas para que o outro se torne perfeito: nossas táticas vãs que são comumente usadas, e sem resultado.
Quem quer convencer alguém sobre a necessidade de mudança precisa utilizar do amor que compreende. Amar quem erra não é aceitar o erro. Amar o errado é dar uma chance para que ele revise sua atitude e possa mudar pra melhor. O pai que ama seu filho drogado não aceita o uso da droga como algo moralmente legal. Este amor contido na relação é o canal que levará o pai até o coração do filho e só assim será possível mostrar a ele que sua atitude não é legal. Amar tem mais a ver com aceitar quem está errando do que em apontar o dedo para o erro da pessoa.
Repare que ninguém aceita ser corrigido sem amor. Gritar, xingar, usar de violência física não resolve a questão e nem muda o comportamento de quem está errando. Quem erra e permanece errando precisa ser enxergado como alguém carente de amor e atenção. Ninguém aceitará continuar errando quando tomar consciência que o seu erro prejudicará alguém ou até a si mesmo. Mas a pessoa só entenderá isso quando for tratada com amor. Quando se conquista o coração da pessoa, ou seja, quando o amor for o alimento da relação, consegue-se muito mais facilmente mudar o que precisa ser mudado.
Tem gente que é especialista em problemas alheios. Vive dando palpites na vida dos outros, sugere mudanças, cobra novas atitudes, mas faz muito pouco com a sua própria vida. Para mudar alguém eu preciso antes estar com a minha vida resolvida. Não preciso ser perfeito, mas ao menos reconhecer que eu também sou um ser humano e por isso suscetível a erros. Quem tem a capacidade de avaliar seus pontos fracos passa a cobrar bem menos do outro e consegue viver bem com qualquer “tipo” de gente. Quem reclama demais talvez esteja se avaliando de menos. Se não reconhecemos nossas fragilidades, fica difícil entender e aceitar as fragilidades do outro.
Jesus teve a atitude mais corajosa que algum homem poderia ter. Certo dia foi pressionado a apresentar seu julgamento sobre uma mulher que fora pega em adultério. As pessoas ali presentes estavam ávidas por sua resposta, queriam testar o filho de Deus. Jesus autorizou aqueles que se consideravam perfeitos a atirarem suas pedras de condenação sobre a mulher. A platéia se calou. Todos examinaram sua consciência e perceberam aquilo que muitos de nós demoramos muito tempo para se dar conta: ninguém está livre de errar e, assim como queremos que as pessoas nos aceitem com nossos erros, devemos também aceitá-las com os seus. Jesus foi aprovado em mais uma das difíceis lições desta vida.
Então, vamos ser mais tolerantes com quem erra. Não nos ocupemos buscando justificativas para explicar os erros das pessoas. Quando fazemos isso, na verdade, estamos é desviando a atenção dos outros para os nossos próprios erros. Quem não condena fica livre da culpa. Quem ajuda o outro a enxergar por ele mesmo os seus erros aprende e cresce como pessoa. A decisão é nossa: seremos aqueles que tentam lançar as pedras ou aqueles que amam a pessoa que está para ser apedrejada?
Escrito por Franklin

Não existe (pelo menos eu não conheço) nenhuma realidade que um amor verdadeiro não possa mudar. Muitas tentativas são feitas para se fazer notar no outro aquilo que precisa ser melhorado, mas nenhuma tem tanta eficácia quanto à iniciativa em se aceitar e amar aquele que precisa ser mudado.

Não somos senhores da vida de ninguém. Se não somos perfeitos, não temos o direito de cobrar perfeição. Repare como enxergamos com facilidade os erros dos outros, mas levamos uma vida inteira para enxergar os nossos. Apontar o dedo, cobrar mudanças, estipular datas para que o outro se torne perfeito: nossas táticas vãs que são comumente usadas, e sem resultado.

Quem quer convencer alguém sobre a necessidade de mudança precisa utilizar do amor que compreende. Amar quem erra não é aceitar o erro. Amar o errado é dar uma chance para que ele revise sua atitude e possa mudar pra melhor. O pai que ama seu filho drogado não aceita o uso da droga como algo moralmente legal. Este amor contido na relação é o canal que levará o pai até o coração do filho e só assim será possível mostrar a ele que sua atitude não é legal. Amar tem mais a ver com aceitar quem está errando do que em apontar o dedo para o erro da pessoa.

Repare que ninguém aceita ser corrigido sem amor. Gritar, xingar, usar de violência física não resolve a questão e nem muda o comportamento de quem está errando. Quem erra e permanece errando precisa ser enxergado como alguém carente de amor e atenção. Ninguém aceitará continuar errando quando tomar consciência que o seu erro prejudicará alguém ou até a si mesmo. Mas a pessoa só entenderá isso quando for tratada com amor. Quando se conquista o coração da pessoa, ou seja, quando o amor for o alimento da relação, consegue-se muito mais facilmente mudar o que precisa ser mudado.

Tem gente que é especialista em problemas alheios. Vive dando palpites na vida dos outros, sugere mudanças, cobra novas atitudes, mas faz muito pouco com a sua própria vida. Para mudar alguém eu preciso antes estar com a minha vida resolvida. Não preciso ser perfeito, mas ao menos reconhecer que eu também sou um ser humano e por isso suscetível a erros. Quem tem a capacidade de avaliar seus pontos fracos passa a cobrar bem menos do outro e consegue viver bem com qualquer “tipo” de gente. Quem reclama demais talvez esteja se avaliando de menos. Se não reconhecemos nossas fragilidades, fica difícil entender e aceitar as fragilidades do outro.

Jesus teve a atitude mais corajosa que algum homem poderia ter. Certo dia foi pressionado a apresentar seu julgamento sobre uma mulher que fora pega em adultério. As pessoas ali presentes estavam ávidas por sua resposta, queriam testar o filho de Deus. Jesus autorizou aqueles que se consideravam perfeitos a atirarem suas pedras de condenação sobre a mulher. A platéia se calou. Todos examinaram sua consciência e perceberam aquilo que muitos de nós demoramos muito tempo para se dar conta: ninguém está livre de errar e, assim como queremos que as pessoas nos aceitem com nossos erros, devemos também aceitá-las com os seus. Jesus foi aprovado em mais uma das difíceis lições desta vida.

Então, vamos ser mais tolerantes com quem erra. Não nos ocupemos buscando justificativas para explicar os erros das pessoas. Quando fazemos isso, na verdade, estamos é desviando a atenção dos outros para os nossos próprios erros. Quem não condena fica livre da culpa. Quem ajuda o outro a enxergar por ele mesmo os seus erros aprende e cresce como pessoa. A decisão é nossa: seremos aqueles que tentam lançar as pedras ou aqueles que amam a pessoa que está para ser apedrejada?



Escrito por Franklin

Outonos e primaveras… Setembro 25, 2009

Posted by gojaguaviva in Formação.
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A arte das sementes de morrer em silêncio
Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.
A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.
A primavera só pode ser o que é porque o outono a embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas, que, mais tarde, serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.
São as estações do tempo. São as estações da vida.
Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos fazem abraçar o silêncio das sombras…
Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que, depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras…
Floresçamos.
Padre Fábio de Melo

A arte das sementes de morrer em silêncio

primavera01

Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.


A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.


A primavera só pode ser o que é porque o outono a embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas, que, mais tarde, serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.


São as estações do tempo. São as estações da vida.


Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos fazem abraçar o silêncio das sombras…


Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que, depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras…


Floresçamos.



Padre Fábio de Melo

Minha história! Setembro 17, 2009

Posted by gojaguaviva in Amizade, Família, Formação.
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Minha história é simples, canção bela sem muitos floreios!
Quem me conhece sabe quem sou, mas só O Criador vai além do conhecer. Ele não só me conhece; Ele é meu amigo e caminha comigo!
De conhecidos a vida está cheia! Por isso buscamos o amor dos que deixam traços de saudades nas coisas mais simples da vida, e estes nós chamamos de amigos.
Mesmo se Deus não pudesse experimentar viver comigo minha história por falta de tempo, me amaria sem querer querendo ( risos ) Porque Ele é feito de amor. E amor é o seu nome verdadeiro!
Às vezes penso que Deus amou tanto até explodir e os pedaços estão por ai. E um deles é você e também eu!
Vejo traços deste amor em minha mãe,  mulher que sempre morreu para si mesma para me ver sorrir. Atenta para tudo, até pra o vento que me assustava quando pequeno, sempre me amparou em seu colo com canções doces e uma coberta azul do Popeye que ainda guardo até hoje em meu guarda roupas. Sobretudo guardo as lembranças deste tempo em minha memória e acabo muitas vezes voltando ao colo materno de mamãe nas orações e em seus cantos que me devolvem.
Meu pai é Mateus, mas devia se chamar José, o melhor carpinteiro que já conheci! Deus o ensinou a construir para que nunca faltasse o simples, e ele entendeu que isso bastava e também me faz entender!
Hoje papai, tem os olhos nas mãos, e nunca desistiu mesmo quando lhe faltou o que herdamos por natureza.
Meus irmãos são coragem. Meus amigos perdão, porque se decepcionam comigo e mesmo assim continuam me amando!
Antes eu só soletrava o nome amor, agora sei seu sobrenome, o tão  puro perdão. Descobri concretamente no Evangelho, que só ama muito à quem muito foi perdoado e soube perdoar!
Mesmo quando fui como o filho pródigo, ou a pessoa sem nome que lavou os pés de Jesus com lágrimas e perfume, experimentei diante do mestre a misericórdia, porque Ele não nos análisa por apenas um momento de ascidentes que colocamos um dia na pauta da vida, mas Ele nos olha pelo trecho da vida que cantamos agora e pela luta que travamos para não desafinar.
Resumo as linhas de hoje assim: Pedoar é amar. Que a família é o lugar da festa e do perdão e que a vida precisa de todos os acordes, inclusive dos menores.
Obrigado a você que já faz parte das páginas da minha vida! Inclusive à você que está entrando em minha história agora!
Que através dos traços de Jesus possamos juntos ser exemplos vivos da misericórdia e do perdão.
Um grande abraço!
Marcio Cruz
Márcio Cruz - Cantor Católico - Ctba/PR

Márcio Cruz - Cantor Católico - Ctba/PR

Minha história é simples, canção bela sem muitos floreios!

Quem me conhece sabe quem sou, mas só O Criador vai além do conhecer. Ele não só me conhece; Ele é meu amigo e caminha comigo!

De conhecidos a vida está cheia! Por isso buscamos o amor dos que deixam traços de saudades nas coisas mais simples da vida, e estes nós chamamos de amigos.

Mesmo se Deus não pudesse experimentar viver comigo minha história por falta de tempo, me amaria sem querer querendo ( risos ) Porque Ele é feito de amor. E amor é o seu nome verdadeiro!

Às vezes penso que Deus amou tanto até explodir e os pedaços estão por ai. E um deles é você e também eu!

Vejo traços deste amor em minha mãe,  mulher que sempre morreu para si mesma para me ver sorrir. Atenta para tudo, até pra o vento que me assustava quando pequeno, sempre me amparou em seu colo com canções doces e uma coberta azul do Popeye que ainda guardo até hoje em meu guarda roupas. Sobretudo guardo as lembranças deste tempo em minha memória e acabo muitas vezes voltando ao colo materno de mamãe nas orações e em seus cantos que me devolvem.

Meu pai é Mateus, mas devia se chamar José, o melhor carpinteiro que já conheci! Deus o ensinou a construir para que nunca faltasse o simples, e ele entendeu que isso bastava e também me faz entender!

Hoje papai, tem os olhos nas mãos, e nunca desistiu mesmo quando lhe faltou o que herdamos por natureza.

Meus irmãos são coragem. Meus amigos perdão, porque se decepcionam comigo e mesmo assim continuam me amando!

Antes eu só soletrava o nome amor, agora sei seu sobrenome, o tão  puro perdão. Descobri concretamente no Evangelho, que só ama muito à quem muito foi perdoado e soube perdoar!

Mesmo quando fui como o filho pródigo, ou a pessoa sem nome que lavou os pés de Jesus com lágrimas e perfume, experimentei diante do mestre a misericórdia, porque Ele não nos análisa por apenas um momento de ascidentes que colocamos um dia na pauta da vida, mas Ele nos olha pelo trecho da vida que cantamos agora e pela luta que travamos para não desafinar.

Resumo as linhas de hoje assim: Pedoar é amar. Que a família é o lugar da festa e do perdão e que a vida precisa de todos os acordes, inclusive dos menores.

Obrigado a você que já faz parte das páginas da minha vida! Inclusive à você que está entrando em minha história agora!

Que através dos traços de Jesus possamos juntos ser exemplos vivos da misericórdia e do perdão.

Um grande abraço!

Marcio Cruz

http://www.marciocruz.com.br

E quando o padre precisa de ajuda? Setembro 15, 2009

Posted by gojaguaviva in Formação.
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O primeiro dever de um padre é crer no seu próprio mistério

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Outro dia, ao falar ao telefone com uma pessoa muito próxima a mim, meu coração sacerdotal ficou pensativo e me questionei sobre como tenho vivido minha vida e minha vocação. Ela dizia: “Acabei de sair da Santa Missa e parece que estou pior do que antes; o padre estava tão seco e frio, que não sei se encontrei Jesus naquela celebração não fosse a Eucaristia. E o pior, padre Luizinho, muitas pessoas da assembleia saíram da celebração deste jeito!”. O que dizer nessa hora a essa pessoa e sobre essa situação?
Quero falar primeiro aos meus irmãos sacerdotes, pois conheço de cadeira a causa de seus corações, mergulhamos muitas vezes no ativismo, e por cansaço ou por falta de falar com Deus ficamos frios em nossa experiência de fé. Usando as palavras do Papa Bento XVI no discurso de abertura do Ano Sacerdotal: “Porque ninguém se anuncia nem se leva a si mesmo, mas, dentro e através da própria humanidade, cada sacerdote deve estar bem consciente de levar Outro, o próprio Deus, ao mundo. Deus é a única riqueza que, de modo definitivo, os homens desejam encontrar num sacerdote”.
“De fato, todo sumo sacerdote é tomado do meio do povo e representa o povo nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Ele sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. Por isso, deve oferecer, tanto em favor de si mesmo como do povo, sacrifícios pelo pecado. Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão aquele que foi chamado por Deus, como Aarão” (cf. Hb 5,1-4).
Meus queridos sacerdotes, é claro que os Sacramentos não precisam “de mais ou menos” dignidade nossa para serem válidos, mesmo que eu e você estejamos em situação de pecado, frios, secos, o Sacramento é válido, pois é Cristo que age em nós. É Jesus quem celebra e preside a assembleia dos irmãos, mas em tudo isso Ele não dispensa a nossa humanidade, pelo contrário, quis o Seu Coração Divino continuar no nosso coração humano agindo pela salvação e santificação de Sua Igreja. E me faço a seguinte pergunta: o Sacramento é valido, mas é eficaz? Será que eu estou dando mais de mim e de minhas palavras do que do próprio Cristo?
O brilho do Sacramento “depende” de sua santidade sacerdotal. O sacerdócio é de Cristo e não nosso. Que tudo o que eu fizer para salvar o povo, não me condene; ser padre é estar com a sua alma em constante perigo. Somos chamados a viver essa união entre Deus e o humano, como Cristo, a ser sacerdotes-pontes: filhos de Deus e irmãos dos homens, a experimentar essa constante “tensão espiritual” entre a miséria de nossa realidade e a grandeza de nossa vocação e eleição. Nós estamos num processo de santificação, em constante processo de “tensão espiritual”. Seremos uma corda tencionada entre a grandeza daquilo a que somos chamados e a miséria daquilo que somos, e isso sempre desperta a nossa consciência. Nosso modelo é o coração sacerdotal de Jesus: “manso e humilde”. Veja o que li, nestes dias, no retiro dos padres Canção Nova do Cardeal Albert Vanhoye, S.J..
“[...] A Carta aos Hebreus nos ajuda a perceber que as duas qualidades do Coração de Jesus, “manso e humilde” (cf. Mt 11,29), correspondem às duas dimensões da mediação sacerdotal entre Deus e nós. O coração “manso e humilde” de Jesus é um Coração sacerdotal, o coração de nosso sumo-sacerdote, “mediador de uma nova aliança” (cf. Hb 9,15), estabelecida nos corações (cf. Hb 8,10; Jr. 31,33). As duas qualidades que o caracterizam correspondem às duas relações, com os homens e com Deus, necessárias para a mediação sacerdotal” (CONGRESSO TEOLÓGICO-PASTORAL – ROMA 2007; “O Coração sacerdotal de Cristo une-nos a Deus”).
O sacerdote é alguém que se entregou, como Cristo, para a salvação do seu povo. Nós temos que viver sacramentalmente, ou seja, aquilo a que o povo é chamado a viver pelo batismo: a entrega. Nós somos o Coração de Cristo à disposição de todos. O coração do padre precisa estar ligado ao de Jesus para ser esse sinal, precisa ser amigo de Deus para saber ser amigo dos homens.
Voltando a falar do texto do Cardeal Albert Vanhoye, as duas disposições do Coração sacerdotal de Cristo: um coração filial com Deus Pai e um coração fraterno com as pessoas humanas. O saudoso Papa João Paulo II afirmou, num pronunciamento, a sacerdotes em uma de suas viagens: “O primeiro dever de um padre é crer no seu próprio mistério”.
Muitas vezes, quando me encontro sem vida interior, ou seja, sem oração, por muitos motivos, falo mais “de” Deus do que “com” Deus. Então, nessas ocasiões, nas Celebrações Eucarísticas e na pregação da Palavra dou mais de mim do que de Cristo, Aquele a quem os fiéis vêm buscar quando recorrem ao sacerdote. Por essa razão, é indispensável, na nossa vida de sacerdotes, que privilegiemos a intimidade com o Coração sacerdotal de Nosso Senhor Jesus Cristo, assim como, a direção espiritual, amizades adequadas e maduras, o contínuo e consciente caminho de conversão. Para produzirmos em nós sinais de vida divina, pois ficamos numa “saia justa” quando temos de falar que padres e bispos precisam de conversão, de oração, alegria, força, equilíbrio, liberdade, desinteresse, discrição, verdade, pobreza, misericórdia, sentido de Igreja… “Precisamente em vista de favorecer esta tensão dos sacerdotes para a perfeição espiritual da qual, sobretudo, depende a eficácia do seu ministério, decidi proclamar um especial “ano sacerdotal”” (DISCURSO DO PAPA BENTO XVI, na abertura do Ano Sacerdotal, 16 de março de 2009).
Para os nossos queridos filhos espirituais, gostaria de falar sobre o objetivo do Ano Sacerdotal para os leigos: Todos nós somos chamados à santidade e os sacerdotes, como nos diz a Segunda Carta aos Coríntios 4,7: “Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós”. Assim, meus queridos irmãos, vocês precisam olhar para nós e colaborar para que nós entendamos que somos esse mistério, com o seu amor por Jesus e pela Igreja, sendo amigos e verdadeiros conosco, servindo a Cristo e não a nós, buscando a santidade e nos tratando com respeito, deixando-nos claro que todos caminhamos para o mesmo lugar: o céu. E, principalmente, na oração, assumam um sacerdote e rezem por ele, ofereçam a Deus seus sacrifícios e orações para que ele [sacerdote] volte à tensão espiritual, ou seja, para sua santidade.
Oração pelos Sacerdotes: Senhor Jesus, presente no Santíssimo Sacramento do Altar, que vos quisestes perpetuar entre nós por meio de vossos sacerdotes, fazei com que suas palavras sejam somente as vossas, que seus gestos sejam os vossos que sua vida seja o fiel reflexo da vossa.
Que eles sejam os homens que falem a Deus dos homens e falem aos homens de Deus. Que não tenham medo de servir, servindo a Igreja como ela quer ser servida.
Que sejam homens, testemunhas do eterno nosso tempo, caminhando pelas estradas da história com vosso mesmo passo e fazendo o bem a todos.
Que sejam fiéis aos seus compromissos, zelosos de sua vocação e de sua entrega, claros reflexos da própria identidade e que vivam com alegria o dom recebido.
Tudo isso vos peço pela intercessão de vossa Mãe Santíssima: ela que esteve presente em vossa vida, esteja sempre presente na vida dos vossos sacerdotes. Amém
Minha bênção fraterna.
Padre Luizinho – Sacerdote Canção Nova

Outro dia, ao falar ao telefone com uma pessoa muito próxima a mim, meu coração sacerdotal ficou pensativo e me questionei sobre como tenho vivido minha vida e minha vocação. Ela dizia: “Acabei de sair da Santa Missa e parece que estou pior do que antes; o padre estava tão seco e frio, que não sei se encontrei Jesus naquela celebração não fosse a Eucaristia. E o pior, padre Luizinho, muitas pessoas da assembleia saíram da celebração deste jeito!”. O que dizer nessa hora a essa pessoa e sobre essa situação?


Quero falar primeiro aos meus irmãos sacerdotes, pois conheço de cadeira a causa de seus corações, mergulhamos muitas vezes no ativismo, e por cansaço ou por falta de falar com Deus ficamos frios em nossa experiência de fé. Usando as palavras do Papa Bento XVI no discurso de abertura do Ano Sacerdotal: “Porque ninguém se anuncia nem se leva a si mesmo, mas, dentro e através da própria humanidade, cada sacerdote deve estar bem consciente de levar Outro, o próprio Deus, ao mundo. Deus é a única riqueza que, de modo definitivo, os homens desejam encontrar num sacerdote”.


“De fato, todo sumo sacerdote é tomado do meio do povo e representa o povo nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Ele sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. Por isso, deve oferecer, tanto em favor de si mesmo como do povo, sacrifícios pelo pecado. Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão aquele que foi chamado por Deus, como Aarão” (cf. Hb 5,1-4).


Meus queridos sacerdotes, é claro que os Sacramentos não precisam “de mais ou menos” dignidade nossa para serem válidos, mesmo que eu e você estejamos em situação de pecado, frios, secos, o Sacramento é válido, pois é Cristo que age em nós. É Jesus quem celebra e preside a assembleia dos irmãos, mas em tudo isso Ele não dispensa a nossa humanidade, pelo contrário, quis o Seu Coração Divino continuar no nosso coração humano agindo pela salvação e santificação de Sua Igreja. E me faço a seguinte pergunta: o Sacramento é valido, mas é eficaz? Será que eu estou dando mais de mim e de minhas palavras do que do próprio Cristo?


O brilho do Sacramento “depende” de sua santidade sacerdotal. O sacerdócio é de Cristo e não nosso. Que tudo o que eu fizer para salvar o povo, não me condene; ser padre é estar com a sua alma em constante perigo. Somos chamados a viver essa união entre Deus e o humano, como Cristo, a ser sacerdotes-pontes: filhos de Deus e irmãos dos homens, a experimentar essa constante “tensão espiritual” entre a miséria de nossa realidade e a grandeza de nossa vocação e eleição. Nós estamos num processo de santificação, em constante processo de “tensão espiritual”. Seremos uma corda tencionada entre a grandeza daquilo a que somos chamados e a miséria daquilo que somos, e isso sempre desperta a nossa consciência. Nosso modelo é o coração sacerdotal de Jesus: “manso e humilde”. Veja o que li, nestes dias, no retiro dos padres Canção Nova do Cardeal Albert Vanhoye, S.J..


“[...] A Carta aos Hebreus nos ajuda a perceber que as duas qualidades do Coração de Jesus, “manso e humilde” (cf. Mt 11,29), correspondem às duas dimensões da mediação sacerdotal entre Deus e nós. O coração “manso e humilde” de Jesus é um Coração sacerdotal, o coração de nosso sumo-sacerdote, “mediador de uma nova aliança” (cf. Hb 9,15), estabelecida nos corações (cf. Hb 8,10; Jr. 31,33). As duas qualidades que o caracterizam correspondem às duas relações, com os homens e com Deus, necessárias para a mediação sacerdotal” (CONGRESSO TEOLÓGICO-PASTORAL – ROMA 2007; “O Coração sacerdotal de Cristo une-nos a Deus”).


O sacerdote é alguém que se entregou, como Cristo, para a salvação do seu povo. Nós temos que viver sacramentalmente, ou seja, aquilo a que o povo é chamado a viver pelo batismo: a entrega. Nós somos o Coração de Cristo à disposição de todos. O coração do padre precisa estar ligado ao de Jesus para ser esse sinal, precisa ser amigo de Deus para saber ser amigo dos homens.


Voltando a falar do texto do Cardeal Albert Vanhoye, as duas disposições do Coração sacerdotal de Cristo: um coração filial com Deus Pai e um coração fraterno com as pessoas humanas. O saudoso Papa João Paulo II afirmou, num pronunciamento, a sacerdotes em uma de suas viagens: “O primeiro dever de um padre é crer no seu próprio mistério”.


Muitas vezes, quando me encontro sem vida interior, ou seja, sem oração, por muitos motivos, falo mais “de” Deus do que “com” Deus. Então, nessas ocasiões, nas Celebrações Eucarísticas e na pregação da Palavra dou mais de mim do que de Cristo, Aquele a quem os fiéis vêm buscar quando recorrem ao sacerdote. Por essa razão, é indispensável, na nossa vida de sacerdotes, que privilegiemos a intimidade com o Coração sacerdotal de Nosso Senhor Jesus Cristo, assim como, a direção espiritual, amizades adequadas e maduras, o contínuo e consciente caminho de conversão. Para produzirmos em nós sinais de vida divina, pois ficamos numa “saia justa” quando temos de falar que padres e bispos precisam de conversão, de oração, alegria, força, equilíbrio, liberdade, desinteresse, discrição, verdade, pobreza, misericórdia, sentido de Igreja… “Precisamente em vista de favorecer esta tensão dos sacerdotes para a perfeição espiritual da qual, sobretudo, depende a eficácia do seu ministério, decidi proclamar um especial “ano sacerdotal”” (DISCURSO DO PAPA BENTO XVI, na abertura do Ano Sacerdotal, 16 de março de 2009).


Para os nossos queridos filhos espirituais, gostaria de falar sobre o objetivo do Ano Sacerdotal para os leigos: Todos nós somos chamados à santidade e os sacerdotes, como nos diz a Segunda Carta aos Coríntios 4,7: “Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós”. Assim, meus queridos irmãos, vocês precisam olhar para nós e colaborar para que nós entendamos que somos esse mistério, com o seu amor por Jesus e pela Igreja, sendo amigos e verdadeiros conosco, servindo a Cristo e não a nós, buscando a santidade e nos tratando com respeito, deixando-nos claro que todos caminhamos para o mesmo lugar: o céu. E, principalmente, na oração, assumam um sacerdote e rezem por ele, ofereçam a Deus seus sacrifícios e orações para que ele [sacerdote] volte à tensão espiritual, ou seja, para sua santidade.


Oração pelos Sacerdotes: Senhor Jesus, presente no Santíssimo Sacramento do Altar, que vos quisestes perpetuar entre nós por meio de vossos sacerdotes, fazei com que suas palavras sejam somente as vossas, que seus gestos sejam os vossos que sua vida seja o fiel reflexo da vossa.


Que eles sejam os homens que falem a Deus dos homens e falem aos homens de Deus. Que não tenham medo de servir, servindo a Igreja como ela quer ser servida.


Que sejam homens, testemunhas do eterno nosso tempo, caminhando pelas estradas da história com vosso mesmo passo e fazendo o bem a todos.


Que sejam fiéis aos seus compromissos, zelosos de sua vocação e de sua entrega, claros reflexos da própria identidade e que vivam com alegria o dom recebido.


Tudo isso vos peço pela intercessão de vossa Mãe Santíssima: ela que esteve presente em vossa vida, esteja sempre presente na vida dos vossos sacerdotes. Amém


Minha bênção fraterna.


Padre Luizinho – Sacerdote Canção Nova

Feliz Dia dos Pais!! Agosto 8, 2009

Posted by gojaguaviva in Datas Comemorativas.
1 comment so far

42-17376852

Pai…
Pai…é todo homem chamado por Deus a assumir a vocação de ser pai,
recebendo o dom da paternidade.
Pai… é aquele que coopera na maior de todas as missões:
gerar filhos à imagem e semelhança de Deus-Pai.
Pai…é aquele que se faz presente na vida dos filhos,
dando-lhes o equilíbrio necessário para viverem bem suas vidas.
Pai…é aquele que ama, acolhe e educa seus filhos, concedendo a Deus a oportunidade de se revelar através dos seus gestos e de suas palavras.
Pai…é aquele que tem a difícil tarefa de educar seus filhos,
para que cresçam de forma sadia e equilibrada.
Pai…é aquele homem que é exemplo e transmite a confiança
que os filhos precisam em todos os momentos de sua existência.
Pai…é aquele amigo que procura compreender os sonhos e os medos de seus filhos, captando as mensagens de seus corações e orientando-os.
Pai…é aquele que representa para os filhos segurança e proteção,
transmitindo a nobreza de caráter e a postura correta de seus procedimentos.
Pai… é aquele que entende seus filhos, mesmo achando que estão em caminhos contrários aos seus, ajudando-os a conquistarem seus verdadeiros objetivos.
Valorize a presença de seu pai na sua vida!
Agradeça pelo amor, carinho e dedicação que ele concede a você.
“Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas vida longa sobre a terra”
(Dt 5,16)
Rosemary de Ross
www.rosemaryross.com.br

Pai…


Pai…é todo homem chamado por Deus a assumir a vocação de ser pai,

recebendo o dom da paternidade.

Pai… é aquele que coopera na maior de todas as missões:

gerar filhos à imagem e semelhança de Deus-Pai.

Pai…é aquele que se faz presente na vida dos filhos,

dando-lhes o equilíbrio necessário para viverem bem suas vidas.

Pai…é aquele que ama, acolhe e educa seus filhos, concedendo a Deus a oportunidade de se revelar através dos seus gestos e de suas palavras.

Pai…é aquele que tem a difícil tarefa de educar seus filhos,

para que cresçam de forma sadia e equilibrada.

Pai…é aquele homem que é exemplo e transmite a confiança

que os filhos precisam em todos os momentos de sua existência.

Pai…é aquele amigo que procura compreender os sonhos e os medos de seus filhos, captando as mensagens de seus corações e orientando-os.

Pai…é aquele que representa para os filhos segurança e proteção,

transmitindo a nobreza de caráter e a postura correta de seus procedimentos.

Pai… é aquele que entende seus filhos, mesmo achando que estão em caminhos contrários aos seus, ajudando-os a conquistarem seus verdadeiros objetivos.


Valorize a presença de seu pai na sua vida!

Agradeça pelo amor, carinho e dedicação que ele concede a você.


“Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas vida longa sobre a terra”

(Dt 5,16)


Rosemary de Ross

www.rosemaryross.com.br

Fotos que falam… Julho 24, 2009

Posted by gojaguaviva in Fotos que falam.
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Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser.

(Santo Agostinho)