ImageDando continuidade aos assuntos polêmicos do nosso dia a dia, vamos entender através dos ensinamentos do YOUCAT sobre a eutanásia e a pena de morte.

379 – Que atentados estão implícitos na proibição de matar?

Implícitos estão o homicídio e a cumplicidade no assassínio. Implícitos estão os crimes de guerra. Implícita está a interrupção involuntária da gravidez (aborto) de um ser humano, desde a sua concepção. Implícito está o suicídio, a automutilação e a autodestruição. Implícita está a eutanásia, ou seja, matar pessoas portadoras de deficiência, doentes e moribundos. [2268-2283, 2322-2325]

Hoje, a proibição de matar é frequentemente disfarçada com argumentos aparentemente humanos. Todavia, nem a eutanásia nem o aborto são soluções humanas. Por isso, a Igreja não tem qualquer dúvida relativamente a tais questões: quem participa num aborto, força alguém a praticá-lo ou o aconselha a fazer é automaticamente excomungado, como no caso de qualquer outro atentado contra a vida.

Quando uma pessoa psiquicamente doente comete suicídio, a responsabilidade por isso não raramente é limitada; muito frequentemente é até reduzida.

 

381 –Por que motivo a Igreja é contra a pena de morte?

A Igreja empenha-se contra a pena de morte porque ela << é tão cruel como desnecessária>> (João Paulo II, St. Louis, 27.01.1999). [2266-2267]

Cada Estado de direito tem o direito de castigar adequadamente. Na Encíclica Evangelium vitae (1995), o Papa João Paulo II não afirma que a pena de morte é uma pensa inaceitável ou injusta. Tirar a vida a um criminoso é uma medida extrema, a que um Estado só deve recorrer em casos de absoluta necessidade. A necessidade justifica-se quando a sociedade humana não se pode defender sem a execução do culpado. Todavia, estes casos, diz João Paulo II, << são já muito raros, se não mesmo praticamente inexistentes>>

 

382 – É permitida a eutanásia?

Provocar a morte ativamente atenta sempre contra o mandamento << Não matarás! >> (Ex 20,13) Pelo contrário, assistir a uma pessoa no processo de morte constitui mesmo um mandamento humano. [2278-2279]

Os conceitos “eutanásia ativa” e “eutanásia passiva” obscurecem frequentemente os debates. O que está em questão é se matamos uma pessoa que está a morrer ou se permitimos que ela morra.

Quem, no caso da chamada “ eutanásia ativa”, assiste uma pessoa para que ela morra atenta contra o quinto Mandamento do amor ao próximo. Neste último caso, em que a morte deum paciente é iminente, trata-se de renunciar a medidas extraordinárias, dispendiosas e sem efeito. A decisão aqui pertence ao próprio paciente, que o pode determinar antecipadamente por testamento vital; caso não o tenha feito nem esteja agora em condições de o fazer, um legítimo representante terá de tomar a decisão em conformidade com a vontade declarada ou provável do paciente.

O cuidado da pessoa que está a morrer nunca deve ser interrompido; é um mandamento do amor ao próximo e da misericórdia. Neste âmbito, é legítimo, e corresponde à dignidade humana, administrar medicamentos paliativos, mesmo que daí decorra o perigo de abreviar a vida do paciente; é decisivo que a morte não seja desejada, nem como fim nem como meio.

Abraço pessoal!!! Paz de Jesus!!!

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