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Com o encerramento do tempo Quaresmal, damos entrada a Semana Santa, uma semana também chamada de Semana Maior, porque é a mais excelente das 52 semanas do ano, uma vez que, nela se realizam os grandes mistérios da Humanidade: a morte do Filho de Deus humanado para remir o mundo do pecado.

Portanto, nos perguntamos esta semana, o que é a Semana Santa e por que ela nos prepara para a Páscoa?

99 – O que aconteceu na Última Ceia?

Na véspera da Sua Morte, Jesus lavou os pés dos Seus discípulos, instituiu a EUCARISTIA e fundou o sacerdócio da Nova Aliança. [610-611]

Jesus revelou de três modos o Seu Amor até ao fim: Lavou os pés dos Seus discípulos, mostrando que está entre nós como aquele que serve (cf. Lc 22,27); antecipou simbolicamente o Seu sofrimento salvífico, pronunciando sobre os dons do pão e do vinho as palavras <<Isto é o meu corpo, que será entregue por vós>> (cf. Lc 22,19) e instituindo, assim, a Sagrada EUCARISTIA. Por fim, dizendo aos Apóstolos <<Fazei isto em memória de Mim!>> (1Cor 11,24), faz deles sacerdotes da Nova Aliança.

100 – Jesus teve realmente medo da morte, no monte das Oliveiras, na noite antes da Sua morte?

Porque Jesus foi verdadeiro homem, Ele sentiu, no monte das Oliveiras, um medo de morte verdadeiramente humano. [612]

Jesus teve de lutar, com as mesmas forças humanas que todos nós possuímos, para aceitar interiormente a vontade do Pai, segundo o qual Ele devia dar a Sua Vida pela Vida do mundo. Na Sua hora mais dura, abandonado por todo o mundo, até pelos Seus amigos, Jesus venceu-Se a Si mesmo e disse “SIM”: <<Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a Tua vontade!>> (Mt 26,42)

101 – Porque teve Jesus de nos redimir justamente na cruz?

A cruz na qual Jesus, inocente, foi cruelmente executado é o lugar do mais extremo rebaixamento e abandono. Cristo, o nosso Redentor, escolheu a cruz para carregar a culpa do mundo e suportar o sofrimento do mundo. Assim, pelo Seu perfeito amor, Ele reconduziu o mundo à casa de Deus. [613-617, 622-623]

Deus não nos podia ter demonstrado o Seu amor de forma mais eficaz que Se deixar pregar na cruz na pessoa do Seu Filho. A cruz era a forma de execução mais vergonhosa e severa da Antiguidade; a título de exemplo, os cidadãos romanos, independentemente da gravidade da culpa, nunca deviam ser crucificados. Portanto, Deus entrou no sofrimento mais abissal da humanidade; desde então, ninguém mais pode dizer: <<Deus não sabe o que sofro. >>

212 – Que designações tem a ceia de Jesus e que significam?

Distintos nomes designam este ministério insondável: Santo Sacrifício, Santa Missa, Missa Sacrificial, Ceia do Senhor, Fração do Pão, Assembleia Eucarística, Memorial da Paixão, Morte e Ressureição, Santa e Divina Liturgia, Sagrados Mistérios, Sagrada Comunhão. [1328-1332]

Santo Sacrifício, Santa Missa, Missa Sacrificial: o singular sacrifício de Jesus, que leva à plenitude todos os sacrifícios, torna-se presente na celebração eucarística. A Igreja e os crentes inserem-se com a sua própria entrega no sacrifício de Cristo. A palavra Missa provém da fórmula de despedida em língua Latina Ite missa est, que significa << Ide, sois enviados!>>

Ceia do Senhor: cada celebração eucarística continua a ser a única ceia que Jesus celebrou com os Seus discípulos e simultaneamente a antecipação da ceia que o Senhor celebrará com os redimidos no fim dos dias. Não somos nós que fazemos a celebração litúrgica; é o Senhor que nos chama a ela, onde está misteriosamente presente.

Fração do Pão: a “ fração do pão” era um antigo banquete ritual que Jesus aproveitou por ocasião da Última Ceia, para exprimir a Sua entrega << por nós >> (Rm 8,32). Na “fração do pão”, os discípulos reconheceram-nO após a ressureição. A comunidade primitiva designava as suas celebrações eucarísticas por “fração do pão”.

Assembleia Eucarística: a celebração da Ceia do Senhor é também uma assembleia de “ação de graças”, na qual a Igreja encontra a sua expressão.

Memorial da Paixão, Morte e Ressurreição: na celebração eucarística, não é a comunidade que é celebrada; antes, ela descobre e celebra de um modo sempre novo a passagem de Cristo à Vida, por meio do sofrimento e da morte.

Santa Divina Liturgia, Santos Mistérios: na celebração eucarística unem-se, numa única festa, a Igreja celeste e a terrestre. Porque os dons eucarísticos em que Cristo está presente são, em certa medida, o que de mais santo se encontra no mundo, fala-se também do Santíssimo Sacramento.

Sagrada Comunhão: porque na Santa Missa nos unimos a Cristo, e Nele nos unimos uns aos outros, fala-se de Sagrada Comunhão.

Por fim, terminamos nosso pensamento com uma frase de Santo Agostinho: “Por isso, nós, cristãos, só não nos afundamos nas tempestades do mundo porque somos levados pelo madeiro da cruz”.

Fiquem com Deus e Feliz Páscoa a Todos!

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