ImageApós termos refletido sobre o tema “pecado”, queremos compreender também sobre o Sacramento da Penitência e da Reconciliação. Após a leitura destas questões, convidamos você a pensar na sua vida pessoal, e, como você está agindo com relação a este Sacramento.

150 – Pode a Igreja perdoar realmente os pecados?

Sim. O próprio Jesus não apenas perdoou pecados, como também deu à Igreja o encargo e o poder de libertar as pessoas dos seus pecados. [981-983, 986-987]

Através do serviço do sacerdote, é concedido o perdão de Deus, pelo que a culpa é perfeitamente apagada, como se nunca tivesse existido. O Sacerdote só pode fazer porque Jesus o fez participar no Seu próprio poder divino de perdoar pecados.

225 – Que nomes dar ao sacramento da Penitência ?

O Sacramento da Penitência também é designado por sacramento da Reconciliação, do Perdão, da Conversão ou da Confissão. [1422-1424,1486]

226 – Se temos o Batismo que nos reconcilia com Deus, para que precisamos ainda de um sacramento específico para a reconciliação?

O Batismo retirou-nos do poder do pecado e da morte, colocando-nos na Vida nova dos filhos de Deus; todavia, ele não nos liberta da fraqueza humana nem da inclinação para o pecado, daí que precisemos de um espaço onde nos possamos reconciliar de novo com Deus que é precisamente a Confissão. [1425- 1426]

Não é moderno confessar-se; é difícil e exige sacrifício no início. Mas é uma das maiores graças que podemos recomeçar a vida várias vezes, assumindo-a realmente sempre de um novo modo, totalmente sem pesos e sem as hipotecas do ontem, acolhidos com amor e guarnercidos de nova força. Deus é misericordioso e nada deseja com maior ardor do que nós aproveitarmos ao máximo a Sua misericórdia. Quem se confessou abriu, no livro da sua vida, uma página nova, branca.

230 –O que é a Penitência?

A penitência é a reparação de uma injustiça cometida. Ela não deve acontecer apenas na cabeça, mas tem de se exteriorizar em atos de amor e em compromisso a favor dos outros. Também se faz penitência rezando, jejuando e promovendo os pobres espiritual e materialmente. [1434-1439]

A penitência é com frequência entendida falsamente. Ela nada tem a ver com autoflagelação ou escrupulosidade. Não é a cisma de quem acha que é uma péssima pessoa. A penitência liberta-nos e encoraja-nos a recomeçar.

232 – Como se constitui a Confissão?

A cada Confissão pertencem o exame de consciência, o arrependimento, o propósito, a confissão e a penitência. [1450-1460, 1490-1492, 1494]

O exame de consciência deve existir fundamentalmente, mas não tem de ser exaustivo. Sem um real arrependimento, isto é, apenas com uma confissão de lábios, ninguém pode ser absolvidodo seu pecado. Igualmente imprescindível é o propósito de, no futuro, não mais cometer este pecado. O penitente tem de expressar o seu pecado diante do confessor incondicionalmente; portanto, tem de se confessar disso. Pertence à Confissão, finalmente, a reparação ou penitência, que o confessor ordena ao penitente, para reparar o dano causado.

233 – Que pecados temos mesmo de confessar?

Os pecados graves que forem recordados num exame de consciencia pormenorizado e que ainda não foram confessados só podem ser confessados, em circunstância normais, numa Confissão individual. [1457]

Certamente existem embaraços quanto à Confissão. Superá-los  é já o primeiro passo para se tornar interiormente saudável. Frequentemente ajuda pensar que também o Papa tem de ter coragem para confessar os seus erros e fraquezas a outro sacerdote e, deste modo, a Deus. Só em circunstâncias existenciais graves (como na guerra, num ataque aéreo ou quando um grupo de pessoas se encontra em risco de vida) pode um sacerdote dar a absolvição a um grupo de pessoas, sem que antes tenha feito uma confissão pessoal dos pecados (é a chamada “ absolvição geral”).

234 – Quando e com que frequência se devem confessar os pecados graves?

Os pecados graves devem ser confessados a partir da idade da razão. A Igreja recomenda vivamente fazê-lo uma vez em cada ano. Em todo o caso, devemos confessar-nos antes de receber a Sagrada Comunhão, se houvemos cometido algum pecado grave. [1457]

Por “idade da razão” a Igreja entende a idade na qual se atingiu o uso das faculdades racionais e o discernimento entre o bem e o mal.

 

237 – Há pecados tão graves que nem sequer um presbítero pode absolver?

Há pecados em que o ser humano e Deus se afastam totalmente um do outro, provocando a excomunhão devido à gravidade do ato. Na circunstância dos pecados que implicam Excomunhão, a absolvição só pode ser concedida pelo Bispo, ou até em certos casos pelo Papa. Em caso de morte, qualquer Sacerdote pode absolver de todos os pecados e da excomunhão. [1463]

Um católico que, por exemplo, comete um homicídio ou se envolve na prática do aborto exclui-se automaticamente da comunhão sacramental; a Igreja apenas atesta este estado. A Excomunhão tem a intenção de melhorar o pecador e reconduzi-lo ao caminho certo.

Para quem gostou  destamatéria e quer se aprofundar ainda mais sobre o Sacramento da Penitência e da Reconciliação, o completo estudo deste tema seguem os questionamentos do número 224 ao 239.

Bom estudo a todos e fiquem na Graça de Nosso Deus.

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