“Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim.” (Gl 2, 20)

Quando nascemos, vamos adquirindo valores e construindo um caráter conforme o que vemos e ouvimos. Nossas atitudes e palavras refletem a educação que recebemos de nossos pais e das pessoas que nos rodeiam.

A partir de certo momento, podemos dizer que possuímos a nossa personalidade, ou a nossa identidade. Isso nos caracteriza como pessoas na sociedade e nos torna cidadãos do lugar onde vivemos. Somos donos do nosso ser, das nossas atitudes, responsáveis por nossos atos.

Mas além da vida construída na sociedade, devemos também procurar construir uma vida baseada em Cristo e em seus ensinamentos. Buscar também os valores que Jesus deixou pra nós.

Deus vem nos convidar nesse dia a deixarmos a nossa identidade pessoal de lado, a entregarmos nossas ações a Ele, darmos livre acesso para que Ele aja em nossos corações segundo a sua vontade.

Como quando éramos crianças e tínhamos um responsável por nós, é assim que devemos sentir Deus em nossas vidas. Deixar que Ele nos tome pela mão e guie nossos passos pelo melhor caminho. Somos filhos e herdeiros de Deus, herdeiros de Seus ensinamentos e de seu amor incondicional por nós: “A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: ‘Aba, Pai!’ Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus. Outrora, é certo, desconhecendo a Deus, servíeis aos que na realidade não são deuses. Agora, porém, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus, como é que tornais aos rudimentos fracos e miseráveis, querendo de novo escravizar-vos a eles?” (Gl, 4, 6-9).

Devemos ter orgulho de dizer que somos filhos e herdeiros de Deus e que temos na identidade do nosso coração o Seu nome como o de nosso Pai. Se deixarmos Deus nos conduzir, estaremos deixando que Cristo viva em nós: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” (Gl 2, 20).

A partir do momento que nos entregamos verdadeiramente a Cristo e deixamos que a nossa identidade, o nosso viver, as nossas ações sejam baseadas nas Suas ações, já não seremos mais nós a viver, mas será Cristo vivendo em nós, seremos espelhos da face de Deus para as pessoas.

O catecismo da Igreja Católica vem nos dizer que: “Viver no Céu é ‘viver com Cristo’. Os eleitos vivem ‘nele’, mas lá conservam – ou melhor, lá encontram – sua verdadeira identidade, seu próprio nome.”. Fica muito claro a partir disso que deixar nossa identidade de lado aqui na Terra é ganhar nossa verdadeira identidade quando chegarmos à morada eterna.

Não devemos nunca nos esquecer que da nossa identidade faz parte também Maria, que obediente a Deus gerou Jesus e foi responsável por Ele, cuidando-o e ensinando-o a viver os ensinamentos de Deus como ensina a cada um de nós hoje. Maria, como uma mãe amorosa, quer cuidar de nós e nos ensinar a amar Jesus e, assim, de coração aberto, deixar que nossa identidade se refaça, para que a vontade de Deus possa acontecer naturalmente em nós. Quanto mais eu viver em Cristo, mas eu deixarei que Ele viva em mim.

Rafael Zamodzki

G.O.J Água Viva

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