Dentre as profecias que o Senhor apresentou à Renovação Carismática Católica do Brasil em 2007, resgataremos uma que toca de maneira singular nossos corações: “No início, vocês se maravilhavam com o grande mistério do meu amor. Sabiam que estavam diante de uma realidade maravilhosa, grande, magnífica, que ultrapassava o vosso entendimento, e ficavam na expectativa de poderem ser tocados pela minha graça. Vocês esperavam milagres de mim. Quero que voltem a esperar milagres e a enfrentar os problemas de suas vidas com fé”.

E não foi exatamente assim que nos sentimos quando, pela primeira vez, participamos em um Grupo de Oração? Não foi exatamente esta a experiência que fizemos? Não ficamos nós maravilhados e animados pela extraordinária e simples maneira com que Deus agiu em nós e por meio de nós?

Quando nos falou o Senhor, pediu uma volta profunda ao início, ao entusiasmo e à alegria do primeiro amor. Para que com fé expectante esperássemos novamente esses mesmos sentimentos, que perpassaram nosso coração quando entramos por essa porta permanentemente aberta que é o Grupo de Oração.

E podemos atualizar esta profecia sobre nós e nossos Grupos. Clamemos o poder desta moção sobre todos os que estão abatidos, indiferentes. Se nosso primeiro amor arrefeceu (cf. Ap 2,4), se esfriamos e não mais enfrentamos com fé as adversidades da caminhada, podemos e devemos tornar a profecia atual, pedindo ao Senhor que em sua misericórdia conceda os efeitos e benefícios que ela contém.

Ainda não cessaram as chuvas copiosas que Deus quer derramar (cf. Joel 2, 23), sobretudo quando estamos sob um tema profético que nos convoca a lançar as redes por causa da Palavra de Jesus. E temos grandes motivos para lançá-las em nossos Grupos de Oração:

1º – Eles são ambientes privilegiados de missão: muitas pessoas semanalmente vão a um grupo, sedentas do anúncio da boa e única notícia que as podem salvar! Quantas pessoas têm entrado por esta porta aberta e têm, assim como nós, encontrado sentido às suas vidas? Quantos adeptos da sinagoga de Satanás (cf. Ap 3, 9) Deus tem enviado, conforme prometeu em Sua Palavra, para que O reconhecesse como único Senhor e Salvador? Quantos chegam enfermos: física, psíquica e espiritualmente e, se não acolhidos, ficarão a mercê dos maus pastores, mercenários que abandonam as ovelhas quando veem o lobo? (cf. Jo 10,12)

2º – Existe um pedido explícito da Igreja na América Latina: “Necessitamos que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos um novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança. Por isso, é imperioso assegurar calorosos espaços de oração comunitária que alimentem o fogo de um ardor incontido e tornem possível um atrativo testemunho de unidade ‘para que o mundo creia’(Jo 17,21)” (DA 362) Espera-se ambientes que facilitem o encontro pessoal com Jesus Cristo, onde Pentecostes seja perene. O Grupo de Oração é um espaço caloroso de oração, local do derramamento do Espírito Santo. A partir desta experiência, vidas são transformadas. Muitos redescobrem o operar do Espírito, retomam ou iniciam práticas espirituais. Descobrem o valor dos sacramentos. Sentem necessidade de ler e meditar a Sagrada Escritura. Fortificam seu amor àVirgem Maria e, principalmente, à Igreja.  Passam a ter um novo relacionamento com Deus.

3º- Jesus nos pediu para lançar as redes (cf. Lc 5,4) – Ele é quem ordena! E por Sua Palavra, a mesma que do nada criou todas as coisas (cf. Hb 11,3). Ainda que o “mar não esteja para peixe”, Ele nos convida a jogar as redes. Mesmo se passamos toda a noite pescando e nada apanhamos, podemos ouvir o incentivo do Senhor  que nos diz: “Tentem mais uma vez: a vocês cabe lançá-la; a Mim, enchê-la”. Certamente, testemunharemos milagres como os que os discípulos testemunharam: apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia (Lc 5, 6).

O nosso Grupo de Oração é um excelente lago onde muitos peixes poderão ser apanhados para o Senhor. Todas as pessoas que o encontram têm o direito de experimentar a mesma graça que nos enche sempre que a pedimos. Por isso, cada vez que nos empenhamos para possibilitá-la a todos, nosso grupo se torna ainda mais um ambiente de missão. E para que isto aconteça, precisamos cuidar dele.

Ações
Além disso, estamos reconstruindo as nossas muralhas, ou em outras palavras, consertando as nossas redes. Podemos melhorar nosso espaço primeiro de missão, começando por resgatar aquilo que lhe é próprio: nossa identidade carismática. Elementos da reunião de oração como o louvor, o batismo no Espírito Santo, a manifestação carismática, a escuta profética, a pregação querigmática e poderosa da Palavra de Deus não podem faltar e devem ser conduzidos sob a unção do Espírito Santo. Preparar uma boa acolhida, equipe para as crianças, providenciar lembrancinhas, entre outros, ajudam na ambientação.

Propiciar momentos de formação e espiritualidade para a equipe de serviço auxilia na preparação para a missão que toda semana assumem. Promover vigílias, Seminários de Vida no Espírito, de Dons e sobre o Batismo no Espírito Santo. Cuidar e pastorear os novos, pois isso permite que eles também cresçam junto com os demais. São várias as frentes missionárias no Grupo de Oração.

As palavras proféticas para a RCC do Brasil também encontram nele espaço, pois um ambiente missionário tem essa capacidade de unir. E todos precisam saber o que Deus tem nos falado para também participar e buscar as consequências benéficas de cada profecia. Por exemplo, Deus tem nos orientado a confrontar nossa vida com quatro princípios: da consciência da nossa identidade, da verdade, da partilha (justiça) e do bem (confira o texto completo com as Moções Proféticas no encarte da revista Renovação 67 ou em nosso portal). Como estamos trabalhando esses norteadores no Grupo de Oração? E o projeto Amigo de Deus, são os participantes são incentivados também a vivê-lo?

O Senhor está pedindo acesso ao nosso barco, que é o nosso Grupo de Oração, para dele falar ao Seu povo.  Também somos chamados a levar nossas embarcações mar adentro, com o sopro potente do Espírito Santo, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas (cf. DA 551) Amém, aleluia!

Por Rita de Cássia de Sá – coordenadora da Comissão Nacional de Formação da RCCBRASIL

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