Receber a notícia da morte de alguém nunca será algo fácil. Não me refiro apenas às pessoas próximas a nós, mas gostaria de falar aqui, em particular, do caso da menina morta pelo ex-namorado em Santo André, SP. Casos como o dessa adolescente causam comoção nacional e faz com que todos parem, pensem e analisem seu comportamento diante das atrocidades que acontecem em nosso país.
Impossível não se aterrorizar diante das inúmeras cenas de violência que nos são apresentadas todos os dias nos tele-jornais, na rua ao lado ou na casa de nosso vizinho. Que nunca se questionou: em que mundo nós vivemos? Ou ainda, como uma pessoa consegue ser tão cruel e fria com outro ser humano?
È fácil também julgar as pessoas envolvidas nesses casos, dizer isso ou aquilo sem nem mesmo tentar compreender em que contexto essas pessoas estavam inseridas, quais eram os medos e sentimentos que os aterrorizavam.
Sabemos que nada justifica a violência contra outrem, mas o que podemos esperar de uma sociedade que ensina os jovens a buscar o prazer e o sucesso, independente do que for preciso para alcançá-los?
Não quero generalizar e dizer que todos são vítimas do sistema, da sociedade, mas tenho certeza que a forma como os jovens são criados e educados contribuem para muitos dos enganos e atrocidades que acontecem em nossos dias.
O que não percebemos também é que muitas vezes estamos compactuando com aquilo que nos escandaliza, ajudando a aumentar os problemas, a partir do momento em que não denunciamos uma agressão ou simplesmente quando ferimos alguém apenas dirigindo nosso olhar maldoso para esta pessoa.
Quantas vezes tomamos conhecimento do sofrimento de pessoas muito próximas a nós e não nos dignamos estender a nossa mão, o nosso abraço amigo? Quantas vezes deixamos de aconselhar alguém, de indicar a ele uma ajuda especializada, apenas por preguiça, por achar que não vale a pena “perder” nosso tempo com preocupações alheias?
Quem sabe, quando começarmos a nos envolver e nos preocupar um pouco mais com os outros, com a sociedade, com a forma com que as crianças são educadas, e principalmente com aquilo que falamos e ensinamos para os outros as coisas possam começar a melhorar. Se não podemos salvar o mundo, podemos mudar um pouco as coisas ao nosso redor.
Dê o primeiro passo! Coragem! Deus conta com você para começar a mudar o mundo!!!

 

       Elizangela Catani

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