Peter era um cara normal. Gostava de assistir ao futebol e de se divertir com os amigos. Às vezes pensava no rumo que sua vida estava tomando… Nesses momentos ele se perguntava se algum dia teria um relacionamento realmente maravilhoso. Ele desejava muito ter uma relação assim.
Uma das coisas que Peter adorava fazer era observar pessoas, e talvez não exista lugar melhor para isso do que um aeroporto.
Há alguns anos, ele esperava um amigo no aeroporto de São Francisco quando teve uma daquelas experiências que mudam a vida de uma pessoa.
Procurando por um amigo entre os passageiros que desembarcavam, Peter percebeu um homem caminhando em sua direção carregando duas malas pequenas. O homem parou bem ao lado de Peter para cumprimentar a família que o aguardava.
Primeiro chamou seu filho mais novo que devia ter cinco ou seis anos. Largando as malas no chão, pegou o menino no colo e deu-lhe um abraço carinhoso e demorando dizendo:
– Que bom te ver meu filho. Senti tanta saudade!
O menino sorriu timidamente e respondeu:
– Eu também, papai.
Levantando-se, o homem olhou nos olhos do filho mais velho, um menino de nove ou dez anos, e, colocando a mão em sua cabeça, falou:
 – Como você já esta crescido, Nathan, e como eu gosto de você. Depois deu-lhe um abraço longo e apertado.
 Voltou-se então para uma menininha que estava no colo da mãe e que estendia os braços para ele. Segurou-a delicadamente e beijou seu rosto inteiro, apertando-a contra o peito. A menina descansou no ombro do pai, vibrando de alegria.
 Depois de entregar a filha para o menino mais velho ele declarou:
 – Deixei o melhor para o final – indo beijar e abraçar a mulher. Acariciou seu rosto e articulou os lábios, sem emitir nenhum som: – Eu te amo muito.
 De repente Peter se tornou consciente de quanto havia se deixado envolver por aquela maravilhosa demonstração de amor. E ficou surpreso ao se ouvir perguntando:
 – Há quanto tempo vocês são casados?
 – Estamos juntos há 14 anos – respondeu o desconhecido, sempre segurando a mão da mulher.
 – E quanto tempo você passou viajando? – voltou a perguntar Peter.
 – O desconhecido virou-se para ele, sorriu e disse?
 – Dois dias inteiros.
 Peter ficou pasmo. Pela intensidade do reencontro, imaginara que o homem tinha passado semanas fora. Um pouco envergonhado, procurou dizer alguma coisa amável:
 – Eu queria que o meu casamento fosse tão apaixonado assim depois de 12 anos!
 O homem sorriu para Peter e disse-lhe uma coisa que mudou sua vida:
 – Não basta querer, amigo, você tem que decidir!
 Depois pegou as malas e se afastou com a família.
 Peter ainda os observava quando o amigo que ele esperava se aproximou e perguntou:
 Está olhando o que?
 Peter sorriu e, sem hesitação respondeu:
 – Meu futuro.

Trecho retirado do livro “Os Sete Níveis da Intimidade” do autor Matthew Kelly.

Ótimos relacionamentos não acontecem para quem espera simplesmente que aconteçam. A esperança é inútil se não for acompanhada de um verdadeiro esforço. Os ótimos relacionamentos pertencem àqueles que decidem se esforçar e fazer deles uma prioridade. Não basta querer… É preciso DECIDIR!!!

Elizangela Catani

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