Ou Santos, ou Nada!

Ou Santos, ou Nada!

 

Tenho certeza que esta pergunta já visitou seu pensamento por diversas vezes. Olhamos pra nossa vida, para as marcas que trazemos e diante daquilo que ouvimos sobre ser santo, nos perguntamos o que realmente é viver santidade, e se isso é possível.
O processo de santidade, nada mais é do que um processo de humanização. Sim, para sermos santos precisamos ser humanos, homem e mulher. Humanizar é a gente poder descobrir, no nosso dia-a-dia, um jeito de deixar harmônico aquilo que a gente é.
Se formos pensar na filosofia, a gente descobre que todo processo de aprendizado humano nos faz ir descobrindo o que é ser gente. A filosofia nos ensina que o processo de incorporar o mundo é essencial, pois ele vai fazendo com que a gente seja capaz de descobrir o que a gente é na relação com o que o mundo é: eu me faço humano na medida em que experimento ou outro nas suas diferenças, na medida em que eu consigo descobrir no outro aquilo que ele tem e eu não tenho. Enfim, a gente vai se humanizando a partir das possibilidades e impossibilidades que são próprias da vida o tempo todo.
Só que às vezes no momento em que a gente precisa se humanizar a gente não sabe viver o processo. Quantas vezes a gente acha que é perfeito, que vai dar conta de tudo. Mas aí nos defrontamos com nosso limite, nossa fragilidade. Então descobrimos que somos peças de cristal. Quebramos com muita facilidade. E neste momento em que você descobre que é peça de cristal que precisa ser cuidada, você toma contato com a sua humanidade. Essa humanidade que precisa viver o seu aperfeiçoamento constante. E aí esta nosso processo de santidade, neste compreender que preciso melhorar todos os dias.
Talvez muitos de nós até hoje pensasse que santidade consiste em nos transformarmos em anjos, termos pensamentos e jeitos angelicais, mas não, santidade consiste em aperfeiçoar o humano que está em nós. E com este aperfeiçoamento, de alguma forma nós nos configuramos a Deus, porque Deus pelo mistério da encarnação de Seu Filho Jesus, nos mostra que Ele ama a humanidade e que todos os valores humanos foram incorporados e assumidos pelo Cristo, é aí, neste momento, em que eu, você, nós fazemos juntos a bonita experiência de descobrir o que temos de frágil. A gente vê no Cristo Encarnado o modelo de humanidade que nós precisamos observar, para que a nossa fragilidade seja superada nEle, com Ele e por Ele. Perceba que aqui nós usamos três preposições que estão dentro do contexto da Liturgia: Por Cristo, com Cristo e em Cristo. Tudo o que acontece na vida humana, acontece na força destas três preposições, acontece na força destes três movimentos: é por Ele, é com Ele e é nEle. Ele faz o movimento, Ele nos entrega esta graça, e nós tomamos posse disto. Humanizar é então você se “Cristificar”, é viver o processo da melhoria. É buscar fazer reformas no nosso jeito de ser, para que sejamos mais semelhantes ao Cristo. Porque quando a gente olha para nosso comportamento, nossas conversas, nosso jeito de viver e como a gente se comporta, a gente descobre ainda algumas inadequações, descobre que ainda não somos o que poderíamos ser, que ainda não nos transformamos no que poderíamos nos transformar, que ainda não somos a pessoa que poderíamos ser porque ainda faltam algumas reformas a serem feitas. Isto é humanizar, é descobrir que há sempre uma reforma a ser feita, há sempre um detalhe na nossa vida que pode ser melhor, há um caminho de santidade a seguir, todos os dias com as reformas da nossa vida.

 

Dayane Filakoski 
 

 

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