Dia 20 de julho comemorou-se o dia Mundial da Amizade. Nos dias de hoje criamos com facilidade grandes círculos de amizades quer seja num novo emprego, quer seja num curso que estamos fazendo ou mesmo através da internet.
Pessoas que cultivam suas amizades, geralmente são mais alegres, otimistas e possuem muito entusiasmo em seu trabalho, sua vida familiar e comunitária.
Entre todas as amizades, existem as superficiais, onde partilham-se pouca intimidade mas são amizades que sugerem uma certa leveza a mente diante das dificuldades da vida.  A outra face refere-se às amizades autênticas, abrindo as pessoas para os outros com a certeza de serem amadas, dando-lhes segurança para adentrar em novos relacionamentos.
Voltaire define a amizade como um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas e pontua que os políticos congregam partidários, o comum dos homens ociosos mantém relações, os príncipes têm cortesãos, mas somente os virtuosos possuem amigos.
A valorização da amizade pode ser encontrada na Palavra de Deus e na vida dos Santos. A Bíblia nos fala que um amigo fiel é como um tesouro e um remédio de vida e imortalidade (Ecl 6).
Santa Teresinha do Menino Jesus disse: “Não basta amar. Tem-se que dar provas disso.”
Percebe-se que a amizade não é simplesmente um relacionamento pessoal, mas um presente divino e eterno.
A amizade é uma expressão do amor, vai além do coleguismo ou do companheirismo.
Amar os outros é voltar-se mais a Deus, pois como está escrito na primeira carta do apostolo João: “Se alguém disser amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.”
Não existe amizade sem riscos. Corremos o risco da decepção, do abandono nas horas difíceis, da fragilidade emocional nos momentos de desabafo ou críticas, das dificuldades de comunicação, da pequena mentira perdoável ou até mesmo dos desentendimentos que marcam eternamente o coração. Mas amar exige coragem, e ter amigos é não ter medo de viver os possíveis riscos!
Reveja sua vida. Agradeça a Deus as amizades cultivadas desde a infância, as novas amizades muitas vezes inesperadas e inimagináveis, os amigos próximos e os distantes.
Entregue a Deus suas experiências dolorosas decorrentes de suas amizades, a dor de perder um amigo pela morte, ou pelo distanciamento físico ou emocional, ou seja, pela traição, pela dificuldade de perdoar, ou até mesmo pelo desconhecimento, por nem mesmo saber a razão da perda.
“Chamei-vos de amigo, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.” (Jo 14, 15). Com o coração curado, viva intensamente as amizades que Deus lhe presenteou, testemunhando com a alegria o chamado do Senhor.

Tatiana Pinheiro de Lara

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Uma resposta »

  1. amizade tem que ser só com Deus!!!

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